Publicado em 12/02/2010

Agora também no nordeste, surge o Movimento revolucionário!

É com muito orgulho que comunicamos a todos os trabalhadores e lutadores do Rio Grande do Norte e do Nordeste e à classe trabalhadora como um todo, que luta contra a exploração capitalista e por uma sociedade diferente, sem classes sociais, miséria ou fome, que ingressamos no Movimento Revolucionário.

Somos militantes socialistas e revolucionários com diferentes trajetórias e experiências, mas temos em comum o fato de nunca termos nos vendido e de conservarmos a luta pelo Socialismo para transformá-lo em realidade.

Alguns de nós militamos no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado PSTU - até 2008, quando rompemos com esse partido por discordarmos da sua prática política, dos métodos antidemocráticos, das calúnias e mentiras que fracionaram o partido no Rio Grande do Norte, culminando com a expulsão de alguns militantes e o nosso rompimento.

A partir da nossa saída do PSTU, formamos o Grupo de Ação Socialista GAS , que foi importante para evitar a dispersão dos militantes, para nos mantermos presentes nas atividades e lutas dos trabalhadores e para continuarmos o projeto de construção de um partido revolucionário.

Reunidos no GAS e com esse objetivo, iniciamos a discussão com outras organizações no intuito de nos unificarmos nacionalmente. Infelizmente, faltou ao grupo uma clareza e coesão programáticas, o que impediu a construção de um projeto mais sério e ousado, com disciplina, organização e determinação suficientes para se transformar em uma nova alternativa política para o conjunto dos trabalhadores e da juventude do país. Durante esse processo de discussão, alguns companheiros, seduzidos pelas eleições e aparatos sindicais, escolheram o caminho mais fácil de defesa da reforma gradual do capitalismo filiando-se ao PSOL e abandonando a luta pela construção de uma ferramenta revolucionária.

Parte do grupo restante continuou com o projeto original, iniciando uma discussão fraterna e honesta com o Movimento Revolucionário, organização com quem já tínhamos, individual ou coletivamente, atuado e encontrado em muitos fóruns políticos. Nesse processo de discussão, somaram-se outros militantes que também optaram por construir o Movimento Revolucionário no estado.

Diferentemente dos partidos tradicionais, que, da direita à esquerda, buscam somente votos e cargos, o Movimento Revolucionário é construído com democracia, formação, moral operária, combate e ação revolucionária.

O partido existe desde 2007 e tem uma origem bastante semelhante à nossa. Muitos dos seus militantes foram nossos camaradas dentro das fileiras do PSTU, até serem expulsos no Rio Grande do Sul por discordarem da política de construir Frentes Populares e alianças sem princípios, como nas últimas eleições, por exemplo.

Pouco mais de dois anos depois, a História trata de reaproximar ativistas que não desistiram da luta e que não procuram o caminho mais fácil e cômodo para defender a classe trabalhadora e enfrentar o capitalismo. Se a ferramenta, pela qual muitos de nós dedicamos as nossas vidas faliu, do ponto de vista dos interesses da nossa classe, nossa obrigação é construir outra nova e superior.

Temos certeza que, assim como as nossas rupturas, outros processos semelhantes ocorrerão na medida em que as lutas aumentarem e os revolucionários espalhados pelo país façam suas experiências com as atuais direções traidoras do movimento de massas, como são o PT e o PCdoB, e com os setores que, mesmo minoritários, como o PSOL, começam a trilhar o mesmo caminho, ou a capitular a estes novos oportunistas, como o PSTU.

A realidade hoje abre um espaço muito grande para enfrentar os governos burgueses, agitar a necessidade de destruir o capitalismo e defender o socialismo e a revolução como projeto oposto ao das eleições e das reformas graduais. Como consequência, o espaço para construirmos um novo partido revolucionário no Brasil também está aberto, pois nenhum partido de esquerda conseguiu ganhar um apoio entre amplos setores das massas desde que o PT chegou ao poder e traiu a população trabalhadora e pobre.

Dessa forma, nos damos essa tarefa, de ajudar na construção do Movimento Revolucionário, com a humildade necessária, mas com a firmeza e determinação suficientes para dizer que hoje somos parte fundamental da construção de um novo partido revolucionário de massas no Brasil.

Um Partido da ação, das lutas, com centralismo democrático e com o princípio da democracia operária. Um Partido internacionalista que se coloca a serviço da reconstrução da Quarta Internacional. Um Partido dos explorados e oprimidos por raça, gênero e orientação sexual. Um Partido que é jovem, mas que cresce a cada dia, através da agitação e intervenção nas greves, protestos e mobilizações dos trabalhadores e da juventude e que contará conosco em todos esses momentos. É o Movimento Revolucionário. Entre que o partido é seu!

 

 

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