Aquecimento global e a destruição do meio Ambiente:
Um debate estratégico para a Terra e os trabalhadores
Está na boca do povo, na pauta de jornais e revistas, a destruição do meio ambiente, e o aquecimento global. As mudanças no clima de todo o planeta expressam-se de forma rápida e devastadora, contribuindo com toda a certeza com o aumento da amplitude das catástrofes naturais como as recentemente ocorridas em Mianmar. As médias térmicas podem elevar-se em até 4 graus Celsius no período de 50 anos, afirmam alguns especialistas, e a alta nas temperaturas do último verão no continente europeu, um continente quase todo marcado por temperaturas amenas, demonstra esse processo.
Ciclones atingem o Brasil, um país supostamente livre de fenômenos naturais dessa intensidade e os desertos elevam-se por todo o globo de forma espantosa. Ciclones, como o último em Mianmar promovem verdadeiras catástrofes sociais, com centenas de milhares de mortos, feridos e desabrigados, destruindo cidades inteiras, arrastando tudo por onde passam.Tragédias de proporções antes nunca vistas podem nos atingir, com a hipótese bem provável de derretimento de grande parte do gelo das calotas polares, elevando assim o nível dos oceanos e tirando do mapas centenas de cidades litorâneas.
O desmatamento de florestas como a Amazônia, a poluição de nossos rios, e a problemática da falta de água, são debates estratégicos para a manutenção da vida em nosso planeta e precisam ser discutidos pelos que mais sofrem, os mais pobres, os trabalhadores e explorados pelo capitalismo.
Não podemos mais aceitar o velho discurso, de que, com cada pessoa fazendo a sua parte, é possível salvar o planeta. Enquanto os trabalhadores economizam água ao tomar banho, por exemplo, os grandes industriais gastam milhões de litros de água todos os dias em seus parques produtivos. Seria cômico, se não fosse trágico, que a esses senhores empresários os governos entregam a água quase de graça. Um patrimônio de todos a preço de banana; enquanto os trabalhadores pagam fortunas por ela.
Não é nas costas dos trabalhadores que devem ser depositados o fardos da destruição da natureza e sim na da burguesia, no imperialismo, e em seu sistema social, o capitalismo.
Passados 20 anos da implementação do protocolo de Kyoto, que tinha por objetivo diminuir paulatinamente a emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa, e, por causa disso, levam ao superaquecimento do planeta, nada aconteceu, e o problema só se agravou. Os grande países como os Estados Unidos, China, França; ou ignoraram tal protocolo, ou simplesmente fingiram que o aplicaram, com mecanismos como os créditos de carbono. Esse sistema é mais uma maneira de repassar aos países explorados o ônus pela destruição ambiental, enquanto a indústria dos países imperialistas segue a pleno vapor.
A grande mídia da burguesia, atrás de seu discurso alarmista e distorcido, esconde o essencial de tal processo. Na verdade, é preciso entendê-lo, através de uma ótica materialista, tomando como ponto condicionante a economia. O capitalismo em seus 200 anos de existência plena, junto do desenvolvimento que promoveu, legou à miséria amplas massas populares, e uma brutal destruição do meio ambiente aconteceu. Isso de deve ao caráter anárquico de sua produção, não organizado, que só tem como o objetivo lucro e mais lucro.
Para diminuirmos o aquecimento do planeta é preciso derrotar a burguesia, acabar com o capitalismo, colocando sob controle dos trabalhadores as multinacionais, os grandes bancos, pois só assim é possível planificar a economia que deve atender e ser planejada por quem produz, os únicos capazes de frear o processo de degradação de nosso planeta. Como o revolucionário russo, um dos lideres da revolução de 1917, Leon Trotsky, afirmava vivemos na época em que ou se constrói o socialismo ou seremos vítimas da barbárie.
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