Lutador argentino é perseguido pela Justiça burguesa
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Juan Carlos Beica, um militante lutador da organização socialista argentina Convergencia de Izquierda (CI), foi punido pela Justiça burguesa argentina por ter participado e organizado atos públicos e manifestações contra o genocídio promovido pelo Estado de Israel contra o povo palestino, no final de 2008, início de 2009.
A brutalidade dos acontecimentos que causaram mais de 5 mil mortos do lado árabe fez com que grande parte das organizações de esquerda ao redor do mundo se mobilizasse contra a guerra e principalmente contra o sionismo.
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Esta ideologia racista, messiânica e semi-nazista de um setor dos judeus prega que este é "o povo escolhido", com plenos direitos sobre sua terra prometida, justificando as atrocidades que comentem.
O juiz que julgou o caso considerou que os atos em que Juan Carlos estava envolvido tiveram caráter anti-semita, já que, segundo o entendimento do tribunal, as manifestações estavam voltadas para um setor determinado da comunidade judia, com críticas principalmente a Eduardo Elzstain (presidente mundial do Conselho Judeu). Elzstain e outros representantes de organizações que defendem os interessem do sionismo como a DAIA e AMIA estavam presentes no tribunal para fazer valer seus interesses e garantir que a Justiça cumprisse suas ordens de condenação aos lutadores.
Um ataque a todos os lutadores
A burguesia claramente faz uso de suas instituições legais para oprimir a classe trabalhadora como um todo, justificando os verdadeiros criminosos, responsáveis por milhares de mortos e pelo confisco de terras em toda a região.
Quanto maior for a instabilidade dos burgueses, mais desproporcionais serão suas medidas, e é isso que está ocorrendo na Argentina. Os Kirchner não governam com o apoio de toda a burguesia e sofrem com a oposição de cada vez mais trabalhadores. Por isso, acabam bastante fragilizados.
Por um lado, os trabalhadores ganham mais força para lutar contra o governo enfraquecido; por outro, o governo se vê obrigado a responder com mais força ainda.
Essa ação da Justiça burguesa se enquadra neste contexto, de reação violenta e autoritária contra os movimentos sociais. Não só ataca um lutador que defende os direitos dos trabalhadores especificamente, mas abre um precedente nefasto a toda esquerda que luta contra os ataques de Israel.
Trabalhadores da Argentina, Brasil e do resto do mundo devem estar unidos contra a burguesia
Nós do Movimento Revolucionário nos solidarizamos com esse lutador, que está sendo perseguido injustamente pela burguesia aregentina, a mesma que é complacente com todo o genocídio que ocorre permanentemente na Faixa de Gaza.
A luta com os palestinos é a mesma contra a violência que ocorre em todas as favelas e vilas dos países pobres, e nenhuma ameaça ou punição vai nos fazer recuar.
A mesma Justiça que incriminou um companheiro que luta defendendo os direitos dos trabalhadores, absolve os corruptos que roubam dinheiro dos cofres públicos, mas os trabalhadores saberão responder nas ruas.
Dessa maneira, além de nos solidarizarmos com a causa de nossos companheiros na Argentina, nos somamos a sua campanha internacional de denúncia da Justiça do país, e de sua utilização pelos sionistas que estão em todo o mundo, sendo aliados dos governos que exploram a classe trabalhadora, ao mesmo tempo em que reforçam suas relações de sustentação do Estado ilegítimo e terrorista de Israel.
Queremos colocar às ruas essa discussão, levando-a para os locais de trabalho, com palestras, abaixo-assinado, etc., já que assumimos esse ataque a um companheiro argentino como um ataque a nossas próprias fileiras.
Para maiores informações:
http://www.convergenciadeizquierda.org/
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