O Brasil Precisa de Uma Revolução!
NÃO DÁ MAIS PARA VIVER ASSIM
Nos bairros afastados das grandes cidades ou nas cidades das regiões metropolitanas é sempre tudo igual. A população vive de bicos, toda família tem um desempregado, os aposentados têm que ajudar no sustento da casa, mesmo ganhando uma miséria. Para quem pega ônibus lotado de manhã cedo e no final do dia; que trabalha 8 horas longe de casa e agüenta isso tudo por um salário que mal dá para comprar a comida da família, a hora de mudar já chegou.
A vida pode ser mais que isso. Todos têm o direito de ter uma casa própria, regularizada, com comida para todos. Estamos cansados de não ter vaga nos hospitais quando um familiar precisa, das filas nos postos de saúde que só crescem, da violência que toma conta de tudo. Nós passamos a vida inteira trabalhando para sustentar os patrões que nos exploram e que pagam um salário de fome. Os bancos nos roubam, os donos dos supermercados nos roubam, o aluguel é um roubo, o preço da passagem é um roubo. A TV, os jornais, a justiça, a polícia, todos estão juntos querendo que acreditemos que a vida vai melhorar, que basta ter fé e ter paciência.
Mas nossa paciência está no fim. Nós queremos uma aposentadoria digna, emprego para todos, saúde sem filas, educação gratuita e comida na mesa. Não queremos as dívidas nos bancos, os agiotas ou as cobranças no SPC. Da maneira que as coisas estão, a situação vai estourar e uma guerra aberta está se preparando. Quem hoje aparenta calma e submissão vai se levantar. Os trabalhadores cada vez têm menos a perder e somente têm a ganhar com a destruição de tudo de podre que está aí. É preciso lutar e, nas ruas, no enfrentamento, nós somos a maioria. Nós temos a força para mudar. O que é preciso é se organizar.
AS ELEIÇÕES NÃO MUDAM NADA
Todo o sofrimento de quem trabalha não recebe o apoio de nenhum político, no dia-a-dia. Mas de 2 em 2 anos, os partidos eleitoreiros reaparecem para fazer promessas e jurar que vão acabar com os problemas. No entanto, sai ano entra ano, a população vota em um, vota noutro, e segue tudo igual. Os partidos que hoje têm deputados, todos foram a favor do Super-Simples, que pode tirar direitos trabalhistas, como o 13º salário, exatamente dos mais pobres. Agora os deputados vão aumentar seus salários em cerca de R$ 4mil por mês e decidiram que não trabalham mais nas 2as-feiras. Da direita (PFL, PP) até o PSOL da Heloísa Helena, passando pelo PT, que já foi de esquerda, eles todos defenderam estas medidas.
Nenhum candidato a presidente seria capaz de acabar com os problemas brasileiros. Pior que isso, é não defender o não pagamento das dívidas externa e interna, com uma covardia e oportunismo políticos assustadores, assim como em todos os outros aspectos. Nenhum parlamentar hoje é capaz de romper com a lógica dos financiamentos fraudulentos das campanhas, ou de denunciar o próprio Congresso de que faz parte e que só faz leis pelos ricos. Por isso não há esperança por dentro deste sistema.
As eleições representam uma excelente oportunidade de apresentar um programa socialista, por um governo realmente dos trabalhadores. Infelizmente, não houve nenhuma candidatura que realmente dissesse isso ano passado. Mas, mesmo quando os trabalhadores têm candidatos comprometidos com sua luta e resistência, as eleições são ganhas pelos que tem mais dinheiro. Ganham os que fazem churrascada, os que dão jantares e brindes para comprar o voto. Mas os que mais “compram” o voto são os que compram os sindicatos, as associações de bairro, a imprensa, etc. São estes candidatos dos ricos, que, com muito dinheiro, são os que se elegem. Não é possível mudar de vida pelas eleições. Elas são um jogo de cartas marcadas.
SÓ A REVOLUÇÃO PODE MUDAR NOSSA VIDA
A única maneira de mudar nossas vidas é com uma verdadeira revolução no Brasil e no mundo inteiro. Tem muita gente que fica com medo do que aconteceria se vivêssemos uma revolução. Pensam nos presos, na repressão, nas perseguições. Mas basta abrir os olhos para ver que já existem os presos por roubar para comer, os presos inocentes e os que entraram no crime porque não tinham nenhuma opção melhor. Quem não entende a necessidade da revolução não se dá conta de que a violência já existe, nós queiramos ou não, mas que hoje só há um lado violento e um lado apanhando. Nós já somos perseguidos e reprimidos pela polícia e pelos seguranças e criminosos a serviço dos ricos contra os pobres, diariamente.
Nós queremos paz, queremos uma vida tranqüila, direito ao lazer e ao descanso. Mas isso só é possível em uma sociedade que não se baseie na exploração do trabalho humano. E esta só pode ser construída com luta e disposição para o sacrifício. Por isso, é que devemos nos organizar em cada bairro, cada escola, cada fábrica, cada loja, cada canteiro de obras, banco, enfim, com nossos colegas e vizinhos, para resistir.
Os Estados Unidos e seu exército, o mais poderoso da Terra, estão há 4 anos no Iraque e estão perdendo a guerra para os trabalhadores que resistem para libertar seu país. Quando não temos medo, quando nos entregamos à luta, nada pode nos derrotar e podemos conquistar tudo o que queremos.
As revoluções estão cada vez mais na ordem do dia. Foi assim na Argentina, na Bolívia, no Equador, na Venezuela. É assim no Oriente Médio. Sempre que os trabalhadores quebram a cara com o caminho prometido por um partido eleitoreiro, um líder carismático ou outro tipo de mudança ilusória, eles vão para as ruas protestar, se revoltar e exigir mudanças. Isso sempre aconteceu e vai seguir acontecendo, pois a crise que o capitalismo impõem para a humanidade obriga as pessoas a, cedo ou tarde, mobilizarem-se. Pessoas descontentes vão à luta por necessidade, e isso a História sempre provou.
A grande questão é que as revoltas, a insatisfação, como mostraram os jovens franceses que queimaram milhares de carros em 2006, são fundamentais, mas isso não basta. É preciso que o ódio pela miséria e pela injustiça seja organizado e canalizado para ações coletivas, como greves, passeatas e a construção de um poder popular e operário, que se prepare para substituir e destruir com a falsa democracia que existe hoje, acabando com o próprio capitalismo. Para isso, vamos precisar que a classe trabalhadora não se desvie de seus reais interesses. Não se pode encarar as lutas de forma isolada. Nem o problema da terra nem da moradia; nem o da saúde e educação; nem o da segurança, do salário e do emprego, serão resolvidos de forma isolada. Para solucionar qualquer problema específico que existe hoje é preciso travar uma luta contra o conjunto capitalismo, por uma sociedade superior a essa: a socialista.
Devemos ir até o final, e atuando internacionalmente, construir uma nova sociedade, sem patrões, exploração e propriedade individual dos meios de produção, das fábricas, laboratórios, terras e bancos. Isso vai contrariar os interesses de todos que hoje lucram com o desespero da maioria da população e, por isso, devemos esperar por “chumbo grosso”. É por isso que devemos nos preparar e construir a revolução no Brasil e no mundo. Só a revolução pode salvar os trabalhadores da sua ruína.
POR QUÊ A CONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO?
Os ricos contam com tudo que o dinheiro pode comprar para nos dividir, nos amedrontar e nos convencer que tudo está bom. Os grandes proprietários, os burgueses, controlam as TVs, rádios, jornais, os deputados e juízes. O presidente só faz o que eles querem. Se algo der errado, os grandes empresários e os banqueiros mandam a polícia e o exército defender seus bens roubados do povo trabalhador.
Se queremos mudar isso tudo, não teremos a mínima chance se estivermos desorganizados. Precisamos nos unir em cada local onde possa haver resistência. No entanto, muitos dos que forem lutar conosco por mais salário ou mais moradia, serão os primeiros a nos trair e se vender quando a luta for outra, ou quando a burguesia oferecer um cargo, um mensalão ou o que for.
Por isso também não confiamos em lideranças, pura e simplesmente. Não nos servem os discursos ou as frases vazias. É na ação que se testa quem é companheiro de verdade. E estes companheiros, que não querem vantagens, mas sim querem mudar esta vida de exploração, têm que reunir toda semana e contar somente consigo próprios para divulgar suas idéias, para convencer outros trabalhadores. É por isso que fazemos parte da Construção do Movimento Revolucionário. Porque só existe revolucionário com um programa revolucionário, com uma prática revolucionária, e dentro de um partido revolucionário.
Não nos dedicamos a uma sigla, mas a uma concepção de transformar a vida de cada um e de todo o mundo, para que não exista mais o mendigo, o sem-teto, o sem-terra, a prostituta, o faminto, a criança abusada, espancada, o jovem sem emprego, o velho que tem que seguir trabalhando com mais de 70 anos.
Muitos de nós acreditaram no PT, que hoje é o partido que mais retira direitos dos pobres, e acha que engana os trabalhadores devolvendo, como Bolsa Família, uma migalha do que nos toma em impostos e exploração. O PT hoje é igual a todos os outros. O PSOL de Heloísa helena é um PT pequeno e formado por intelectuais, sem base na classe operária, e com uma prática eleitoreira como o PT só assumiu depois de anos de existência. O PSTU é um partido também pequeno, mas muito combativo em momentos importantes. Hoje, infelizmente, vive uma crise de identidade, renega parte de seu passado e caminha em direção ao PSOL, abandonando sua independência política e deixando de lado a democracia operária, o que chegou ao cúmulo quando expulsou boa parte de seus militantes que mais lutavam pelo socialismo agora em Março de 2007.
Por isso, o espaço para uma verdadeira organização revolucionária, no Brasil, ainda não foi ocupado e, ao mesmo tempo, é muito grande, porque a vontade de mudar também é grande. Nós queremos fazer parte dessa construção, chamando todos os trabalhadores, desempregados, estudantes, oprimidos, a discutirem conosco e se somarem a um forte Movimento Revolucionário.
Nós não queremos privilégios, nem oferecemos nenhuma vantagem a quem lutar conosco. Nós só garantimos nossa lealdade, nosso empenho e a certeza de que nossa luta é justa, é necessária e que venceremos. Venha militar conosco e construir outro mundo, um mundo socialista, com os trabalhadores à frente do poder.
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