Editorial

            O primeiro número do jornal da nossa organização (Construção do Movimento Revolucionário) vem durante a construção de um 1º de Maio que expresse a necessidade de fortalecer a luta da classe trabalhadora contra os governos e as instituições dessa falsa democracia que servem exclusivamente aos grandes empresários e aos corruptos.

            No início de seu segundo mandato, Lula e o PT deixam claro que abandonaram qualquer compromisso com sua classe de origem. A classe trabalhadora percebe isso nos escândalos de corrupção que envolve a burguesia e seus representantes no congresso nacional e na justiça; nos lucros recordes obtidos pelos banqueiros; na retirada de direitos da classe trabalhadora como a aposentadoria, férias e licença maternidade; na política de privatização da educação e de cortes de verbas dos serviços públicos; na onda crescente da violência e da corrupção da polícia; nas filas dos hospitais; no aumento da tarifa do transporte público e do custo de vida em geral; no arrocho salarial; na manutenção das tropas de ocupação no Haiti a pedido de Bush, etc..

            Em função disso existe um espaço muito rico aberto na esquerda. No terreno de todos os trabalhadores, estudantes, desempregados e demais setores que sofrem com a política de Lula e do Imperialismo, está colocada a discussão sobre qual é a estratégia que as organizações da classe trabalhadora devem adotar para de fato garantir. A experiência que se vive com o PT e com a CUT é a prova de que através das eleições e dentro dos marcos das leis e regras da burguesia não é possível mudar o país, nem mesmo se o presidente eleito tiver origem operária e de luta.

            Nesse sentido, o Correio dos Trabalhadores vem para reafirmar que somente com a luta e a mobilização permanente da classe trabalhadora, juntamente com a construção de um partido revolucionário, é que podemos construir um governo socialista dos trabalhadores e pros trabalhadores.

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