O imperialismo norte-americano aprofunda sua crise no Iraque

            Após anunciar um plano de reconstrução para o Iraque, o governo fantoche “oficial” se vê encurralado – conjuntamente com as tropas de ocupação ianques – diante da resistência iraquiana. O plano, chamado de “The Iraq compact”, visa enumerar as necessidades do Iraque em áreas como saúde e infra-estrutura, além de aumentar o “apoio” estrangeiro às forças governantes do país.

            No momento em que o governo divulgava esse plano, a resistência iraquiana seguia firme no combate as tropas invasoras, mostrando qual é a verdadeira situação norte-americana na região. Três ataques suicidas em diferentes regiões do país mataram, pelo menos, 30 pessoas segundo fontes da polícia citadas pela agência de notícias Associated Press. Numa pequena cidade localizada ao norte de Mossul (360 Km de Bagdá), um homem bomba detonou um carro em frente ao escritório do Partido Democrático do Curdistão.

            Rob Mobed, da Consultoria IHS, afirmou que: “a situação de segurança é muito ruim, mas quando você analisa a oportunidade além da superfície, não existe nenhum lugar como esse. Geologicamente está bem no alto, uma ótima oportunidade”. Dos 78 campos de petróleo do Iraque, apenas 27 estão produzindo. Os outros 51 estão longe de começar a produzir devido a ações de sabotagem e destruição. Para maior desespero do imperialismo, o jornal “The Financial Times” afirmou que o Iraque pode ter o dobro de petróleo do que os americanos haviam estipulado.

            Num outro ataque, quatro policiais de Bagdá morreram, causando uma enorme preocupação por entre as tropas invasoras. Dezenas de milhares de soldados já estão pela terceira vez no Iraque, justo no momento em que o jornal “Folha de S. Paulo” publica uma reportagem mostrando que as tropas americanas estão com a moral profundamente abalada. Estatísticas do Pentágono apontam que o número de deserções aumentou nos quatro anos antes dos ataques de 11 de setembro em 2001, caiu nos três anos seguintes, mas nos útimos três, de guerra no Iraque, subiu de forma assustadora.

            Não há mais alternativas para o governo Bush. Pressionado pelo congresso e pela oposição de “mentirinha” dos democratas, o presidente americano ignora a realidade e segue fundo sua política de massacre e genocídio no Oriente Médio em busca de petróleo e de benefícios econômicos. Desta forma, Bush espera sair da crise econômica que o imperialismo norte-americano vem enfrentando. Todos os lutadores do mundo devem apoiar incondicionalmente a resistência iraquiana e a luta pela soberania dos trabalhadores do Iraque. O exemplo que o povo iraquiano dá ao mundo com a resistência demonstra que o imperialismo os EUA não são invencíveis nem economicamente e, tampouco, militarmente.

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