Editorial

É com muito orgulho que lançamos esta 10ª edição do Correio dos Trabalhadores. Ainda mais pela peculiaridade de ela ser lançada no 1º Congresso da CONLUTAS. A importância de congresso para nós é bastante grande, pois nosso partido acredita que a organização da classe trabalhadora é a única forma de fortalecer sua luta contra a exploração capitalista. Nosso partido é fruto da reorganização de lutadores com diferentes trajetórias. Inicialmente fizeram parte desse movimento um grupo de militantes que foram expulsos do PSTU em fins de março e início de abril de 2007, aos quais se somaram outros revolucionários que compreendem a necessidade da construção de uma organização revolucionária como única forma de dar continuidade e levar até as últimas conseqüências os desafios que estão colocados diante do conjunto da classe trabalhadora e de todos os setores explorados da sociedade.

Após a falência do PT e de seu projeto que iludiu a classe, dizendo que por meio das eleições era possível melhorarmos a vida, e diante da ofensiva imperialista sobre os trabalhadores, é fundamental uma organização que aprofunde a luta contra os ataques que o capitalismo faz à classe trabalhadora.

Somos bancários, professores, trabalhadores em correios, do judiciário, da previdência, da juventude universitária e secundarista, do movimento popular, enfim, revolucionários que atuam junto à classe trabalhadora. Mais do que nunca, após a queda do muro de Berlim, diversas organizações abandonaram a concepção marxista revolucionária de partido e aderiram ao caminho mais fácil das capitulações as Frentes Populares. Esse fenômeno mais conhecido como vendaval oportunista varreu o conjunto da esquerda e até hoje pressiona as organizações a seguirem este rumo.

Embora bastante nova, nossa organização, menos de um ano após sua fundação, já tem conseguido acumular grandes feitos: temos um jornal consolidado, que se aperfeiçoa e é lido por mais trabalhadores a cada edição, um site com atualizações constantes, uma sede localizada no centro da capital do Rio Grande do Sul e já iniciamos núcleos em alguns dos principais estados do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo. Essas conquistas são frutos do esforço e dedicação de todos os militantes do partido, e são uma expressão dos acertos de nossa política e do crescimento decorrente dela que o partido vem tendo ao longo de sua recente história.

Nós, ao contrário da maioria da esquerda, achamos que a realidade confirma o que sempre defendemos: a necessidade de uma revolução socialista e de um partido revolucionário para dirigir este processo. Nossa organização nasce como um partido revolucionário, desde já, sob critérios leninistas de estruturação (partido que se organiza por meio do centralismo democrático, ou seja, total liberdade de discussão interna, e total unidade nas ações externas). No entanto, nossa organização é um partido revolucionário embrionário, uma forma intermediária que pretende, ao longo do debate interno e de discussões com outros revolucionários, chegar à construção de um verdadeiro partido revolucionário no Brasil e no Mundo.

 

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