A resposta dos trabalhadores aos ataques do governo Lula

É hora de fortalecer as oposições a aumentar o enfrentamento com a CUT governista

Desde o início de seu mandato, Lula conta com o peso que a CUT possuí no movimento sindical para retirar direito dos trabalhadores e enriquecer ainda mais os grandes empresários. Com a ajuda dos pelegos, que dirigem a maioria dos sindicatos do país, fica mais fácil enfraquecer as greves dos trabalhadores que se chocam diretamente com o governo Lula, como bancários, correios e petroleiros.

Porém, conforme aumentam os ataques do governo, as categorias de trabalhadores organizados vão protagonizando grandes mobilizações, muitas vezes passando por cima das direções governistas dos sindicatos, avançando no seu enfrentamento com Lula e na ruptura política com as direções do PT e da CUT. Desde as primeiras lutas contra a Reforma da Previdência, em 2003, essa é uma tendência que se confirma.

Nos correios, 2008 está sendo um ano inédito para os trabalhadores. Em abril foi organizada uma greve fora do período de dissídio, em defesa dos 30% do adicional de risco no salário (em função dos perigos que os trabalhadores correm durante a jornada de trabalho), que foi vetado por Lula. Agora, Lula acaba de vetar novamente o acordo que foi feito nessa greve de abril, o que coloca a necessidade de uma nova greve, sem contar na tradicional que ocorre a partir durante a campanha salarial da categoria.

A CUT, que é maioria na Federação (FENTECT), se vê obrigada a chamar greve para não se desmoralizar com a base da categoria que está cada vez mais indignada com o governo Lula. Porém, enquanto a FENTEC não for dirigida por lutadores, independente do governo, todas as mobilizações estão destinadas à traição.

A realidade é parecida entre os bancários. Os trabalhadores dos bancos enxergam os lucros recordes dos grandes banqueiros passarem longe dos salários, que acumulam perdas de 100% somente na Caixa Econômica Federal, desde o Plano Real. Lula está privatizando aos poucos o Banco do Brasil e a Caixa, que já são de economia mista. A realidade é que os bancos lucram cada vez mais, financiam campanha dos políticos corruptos, fazem de tudo, menos melhorar a vida de seus trabalhadores. Por isso, os bancários também fazem greve todo ano.

Outra novidade agora, é que com a concorrência que os gigantes privados como Itaú e Bradesco, o Banco do Brasil está querendo comprar bancos estaduais, como a Nossa Caixa de São Paulo, para aumentar o seu patrimônio (o que é insignificante para a vida dos trabalhadores, pois o banco não é 100% público e o Estado não está a serviço dos mais pobres e sim dos ricos). Além disso, essa questão trás o perigo das demissões de funcionários. A categoria bancária também ainda tem como direção os pelegos da CUT, que aumentam seu aparato com o dinheiro sujo do governo e traem as greves da categoria.

Os rumos das campanhas salariais e do conjunto das reivindicações que os trabalhadores possuem depende da vitória das oposições sindicais na sua luta contra a CUT e o governo. A garantia de reajustes salariais mais altos, de estabilidade no emprego, de condições de trabalho mais digna, de redução da jornada de trabalho sem redução de salários e de qualquer outra reivindicação séria, depende da existência de uma direção que lute até o fim contra o governo Lula e os grandes empresários.

 

 

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