Vazamento de petróleo no Golfo do México
Uma tragédia com perdas incalculáveis ao meio-ambiente
O vazamento de petróleo na plataforma Deepwater Horizon da empresa British Petroleum (BP) no Golfo do México, próximo à região da costa do sul dos EUA, já dura 2 meses, e vem devastando o meio-ambiente da região. São milhares de espécies de fauna e flora que estão sendo extintas pela mancha negra de petróleo que atingiu 14 vezes mais do que esperavam técnicos e cientistas que estudam o desastre.
A mancha negra de petróleo que se alastra pelo oceano já é considerada o maior desastre da história dos EUA. Seus danos são incalculáveis, e o que é pior nessa situação são as medidas que a empresa BP, responsável pelo vazamento, vem tomando, completamente insuficientes para conter o problema.
A BP, por sua medidas de irresponsabilidade em investir menos que o necessário no processo de retirada de petróleo do oceano, e por tentar economizar explorando ao máximo seu orçamento, acabou criando novos problemas, como um acidente na recuperação do petróleo que flui dos restos da plataforma Deepwater Horizon.
O robô submarino que estava sendo utilizado nos trabalhos colidiu contra a tampa funil que recolhia parte do petróleo que vaza do poço. Agora são milhares de galões de petróleo que escapam livremente para as águas. A colocação desse equipamento permitia recolher cerca de 2 milhões 649 mil 710 litros de petróleo em 24 horas, que neste momento voltam a vazar pelo oceano aumentando ainda mais o desastre.
As previsões são de que o problema vai ser arrastado ate o mês de agosto, quando ficarão prontos os 2 novos poços de petróleo que estão sendo perfurados para tentar desviar o vazamento da plataforma de Deepwater Horizon.
Um desastre que podia ser evitado
Uma ação criminosa da British Petroleum (BP)
O mais revoltante é que a BP havia sido alertada da falha técnica na plataforma petrolífera semanas antes da explosão. De acordo com o funcionário que identificou a falha, a BP ignorou os seus avisos e não reparou o material defeituoso do equipamento de segurança da plataforma, cuja função é evitar explosões.
Simplesmente a peça foi substituída por uma outra que se pensava poder servir para o mesmo fim, mas que no fim não solucionou o problema. Tyrone Benton, funcionário da BP que identificou o problema, deu uma entrevista à uma rede de TV americana denunciando a situação.
Benton explica na entrevista que a reparação daquela peça iria obrigar a uma paralisação na atividade, fato que iria fazer a empresa deixar de lucrar cerca de 500 mil dólares por dia. Com esta declaração do funcionário da empresa. fica fácil de concluirmos que a BP, pensando em não deixar de ganhar dinheiro, acabou agindo de forma criminosa e provocando a explosão na plataforma.
Os donos da BP e Obama são cúmplices
Os ricos empresários da BP estão somente preocupados com seus lucros financeiros, esquematizando de que forma podem ganhar mais dinheiro para repor o que estão perdendo para conter o vazamento de petróleo e para não quebrar a empresa.
Um exemplo da pouca preocupação dos ricos empresários da empresa com o desastre é que, em plena tragédia, o patrão da BP, Tony Hayward assistia na Grã-Bretanha a uma corrida de iates. Uma postura cínica e indiferente muito comum no Brasil, por exemplo, onde os corruptos e criminosos estão acostumados à impunidade, mas altamente repudiada internacionalmente.
Um trabalhador da Grã-Bretanha comenta: “Ele voltou à sua vida normal. Parece que os grande executivos do nosso governo e os grandes executivos da BP dizem ‘vamos preocupar-nos com as coisa mais tarde’. Mas nós precisamos que eles reajam agora.”
Mas a BP não é a única responsável pela não solução do vazamento. O presidente dos EUA, Barack Obama, somente agora, depois de tanto tempo, por pressão popular, resolve tomar alguma atitude para tentar diminuir o impacto ambiental do incidente e indenizar as famílias dos trabalhadores que morreram na explosão da plataforma.
Obama se tornou cúmplice dos donos da BP, pela negligência com que vem sendo tratado este desastre. Fica claro que, assim como o ex-presidente George W. Bush ficou marcado pela omissão e mentiras diante do desastre provocado em Louisiana pelo furacão Katrina, agora Obama vem tendo as mesmas atitudes do seu antecessor.
Ele pode estar parecendo mais interessado e preocupado, mas, efetivamente, nada fez de prático e tem sido omisso diante do desrespeito da BP, o que prova que seu governo é mais do mesmo.
Não é possível preservar a natureza dentro do capitalismo
O desastre que está acontecendo no Golfo do México deixa claro que o capitalismo não consegue conviver com a natureza e com a saúde do homem, pois isso vai contra sua estrutura econômica, que é baseada apenas no lucro. Para manter suas riquezas, as empresas colocam tudo a perder, mesmo sob risco de morte para os trabalhadores.
Tanto faz ser um país pobre e subdesenvolvido, como são os casos das papeleiras (indústrias poluidoras de celulose) na América do Sul, ou as petroleiras no país mais rico do mundo.
Para que possamos evitar novos desastres ambientais e reparar os danos no Golfo do México é preciso expropriar sem indenização a BP e as demais empresas de petróleo, bem como as mineradoras e outros grupos que possam colocar em perigo a vida e a natureza.
Só o Estado, através de empresas públicas e controladas pelos trabalhadores, pode e deve ser responsável por atuar em áreas tão sensíveis e estratégicas como essas.
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