Israel não pode mais existir! Ataque a navio de ajuda à Palestina deixa 10 mortos

        A Palestina ocupada foi palco de mais uma brutalidade sem tamanho promovida pelo Estado ilegítimo de Israel e pelo imperialismo. Por outro lado, cresce a capacidade de resistência de um povo que há anos vem sendo agredido, assassinado e vítima de crimes de todo tipo.

        Algumas semanas atrás, três navios de ajuda com alimentos, com destino à Faixa de Gaza, foram atacados pelo exército israelense. Os vídeos divulgados na imprensa provam a selvageria desse Estado seminazista, onde em nome de um “povo escolhido”, o sionismo aplica sua concepção racista, messiânica e teocrática, que prende, mata e tortura apenas por seus “inimigos” serem de origem árabe.

        No último episódio, militares altamente armados desceram de helicópteros preparados para atirar para matar. A “Frota da Liberdade“ era composta por 750 ativistas e três navios com 10 mil toneladas de carga, tendo saído de uma área perto do Chipre. Os ativistas contaram que mostraram bandeiras brancas quando perceberam a operação criminosa, mas, mesmo assim, os soldados atiraram na tripulação.

        Pelo menos dez ativistas foram mortos, e muitos mais poderiam ter tido o mesmo destino. Segundo admitiram os oficiais do exército israelense, a ordem era para atirar e barrar a qualquer custo os navios. Após a agressão, o Premier de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou apoio à ação e parabenizou os militares.

        Esse fato é mais uma prova do papel que cumpre o Estado de Israel, que hoje promove um bloqueio à Faixa de Gaza, fazendo com que a situação da população fique cada vez mais precária: sem emprego, sem dinheiro, sem comida, sem remédios, sem nada. Numa área minúscula, do tamanho de apenas uma cidade, menor que a da maioria das capitais brasileiras, os palestinos de Gaza, em torno de 2 milhões de pessoas, vivem espremidos e sob condições equivalentes a de um campo de concentração, cercado e atacado o tempo todo.

        O ataque aos navios humanitários é apenas a parte mais chamativa de uma política genocida diária. Como havia centenas de estrangeiros nas embarcações, os assassinatos se tornaram inaceitáveis. Mas a mesma coisa acontece frequentemente contra palestinos inocentes, que saem para pescar, como no episódio que o exército sionista matou mais 5 palestinos 10 dias depois.

        Hoje, Israel impede que qualquer embarcação se aproxime da Faixa de Gaza. Ou seja, além de explorar, oprimir e tentar expulsar os palestinos de seu território desde antes de 1948, Israel bloqueia a Faixa de Gaza transformando a vida da população desse local num inferno.

        Este Estado terrorista, que aplica os mesmo métodos nazistas dos quais os judeus foram vítimas, conta com total apoio e financiamento do imperialismo e de Obama, e não por acaso o ataque aconteceu exatamente no momento que Netanyahu estava em uma reunião com Obama nos EUA.

        Mas não é só Israel e os EUA que apertaram os gatilhos que mataram tantos lutadores. Os traidores palestinos do Fatah também são responsáveis pelos assassinatos, porque, inacreditavelmente, são a favor do bloqueio à Gaza. Depois de ter perdido as eleições palestinas para o Hamas, por ser repudiado pela população por sua corrupção e traição da causa palestina, o Fatah deu um golpe, com a ajuda de Israel e dos EUA, e hoje é um governo colaboracionista e antidemocrático na Cisjordânia.

        Infelizmente, os trabalhadores palestinos hoje enfrentam um bloco de inimigos, que inclui o país mais rico do mundo, o exército mais sanguinário do planeta - o israelense -, e o Fatah, que é o inimigo na própria trincheira

É preciso solidariedade e luta

        O fato envolvendo a ação contra o barco de ajuda humanitária causou revolta na população em diversos países do mundo, em especial os do mundo árabe e de países muçulmanos como a Turquia. Centenas de manifestantes protestaram em frente a delegações diplomáticas de Israel em Istambul. Alguns manifestantes chegaram a tentar invadir o prédio do consulado israelense nesta cidade. A polícia tentou impedir a entrada e reprimiu a manifestação.

        A brutalidade das imagens divulgadas relembra, na memória da população, a ofensiva do início de 2009, que deixou um saldo de 1400 mortos em Gaza, incluindo o uso de fósforo branco e de bombas jogadas sobre crianças e pessoas indefesas!

        É necessário repudiar mais essa ação de Israel, e responder como fizeram os trabalhadores turcos: com luta. É preciso organizar o boicote internacional a Israel. Nem um produto, nem um navio, avião ou turista de Israel pode ser aceito em lugar nenhum. Até para defender os trabalhadores judeus e os moradores da Palestina ocupada, chamada de Israel, é preciso estrangular a economia desse pequeno e violento país, forçando a queda do regime sionista e a tomada do poder pelos trabalhadores, em conjunto com a libertação da Palestina, única, laica e não racista.

        Nesse momento, é fundamental a solidariedade com Gaza e os palestinos, mas especialmente as manifestações e ações de boicote a Israel e defesa dos palestinos, o que inclui levar e contribuir com tudo que a resistência precisa, desde alimentos e remédios até os instrumentos de luta necessários. Devemos exigir isto dos governos que se dizem aliados dos palestinos, e impedir que Israel seja reconhecido internacionalmente.

Fim dos conflitos e paz, só com o fim do Estado de Israel

        Diante da crise interminável na Palestina, existem organizações, inclusive que se dizem de esquerda, que defendem a existência mútua do Estado de Israel e de um Estado palestino. Isso é um erro grave. Em primeiro lugar, por que entendemos que Israel é um estado ilegítimo, organizado a mando do imperialismo para tomar conta de uma região fundamental em se tratando das riquezas que possui, como o petróleo. Para defender os interesses das grandes potências na região, Israel é a fonte de guerras, assassinatos, destruição e instabilidade permanente, incluindo a posse de armas atômicas.

        Além disso, a existência de Israel é responsável pela expulsão de milhões de palestinos, impedimento de que outros milhões de refugiados possam voltar à sua terra, e pela ocupação e roubo de áreas, recursos naturais e bens de todos os países e povos da região. Israel é a fonte das maiores atrocidades humanitárias e sociais da atualidade.

        Pela própria natureza racista, teocrática e terrorista de Israel, verifica-se a impossibilidade da existência de dois Estados na região, pois a sobrevivência de um depende da aniquilação do outro. Para que o povo palestino retome o que historicamente é seu, incluindo território e condições mínimas de vida, só lutando pelo fim do Estado de Israel. Que o massacre mais recente do sionismo seja respondido com ainda mais luta e resistência!


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