Paradas GLBT Reúnem Milhares Pelo País...
Mas, Infelizmente, Sobrou Festa e Faltou Politização.

        Nos últimos meses, dezenas de paradas GLBT vêm tomando as ruas, avenidas e parques das principais cidades do Brasil e do mundo. Contudo, em detrimento do caráter histórico desses movimentos, essas paradas - em sua grande maioria - não passam de grandes e bonitas festas e nada mais.

        A Parada Livre de São Paulo, a maior do mundo, sem dúvida é a expressão mais clara disso. Dirigida majoritariamente por ONG's que captam dinheiro da iniciativa privada (como os donos de casas noturnas) e das diferentes esferas governamentais, a Parada Livre de SP se tornou uma festa de proporções gigantescas, com toques carnavalescos e que move milhões de reais todos os anos. Uma atração turística, que há muito abandonou as lutas históricas do movimento por igualdade de direitos e contra a opressão.

        Historicamente, o movimento GLBT teve um papel muito mais importante que esse. Sua origem é de uma luta direta contra a repressão policial e a discriminação de sua orientação sexual. Para o movimento homossexual, o divisor de águas nesta história foi a rebelião de Stonewall, um bar de Nova York freqüentado por gays, lésbicas e travestis, que sofria freqüentes investidas policiais marcadas por forte repressão. Foi neste local que, no dia 28 de junho de 1969 (transformado, desde então, em Dia do Orgulho GLBT), irrompeu uma batalha campal que durou quatro dias e marcou a virada do movimento para a resistência aberta à opressão. Naquele momento essa discussão estava distante de ser vista com “bons olhos” pela sociedade capitalista. Os valores, a moral, os “bons costumes”, reprimiam e ainda reprimem milhões de homossexuais que não assumem sua orientação pela pressão dos meios.

        No entanto, é evidente que a opressão à orientação sexual, à cor da pele ou ao gênero não foi criada pelo capitalismo, porém, a atual estrutura da sociedade dividida em classes sociais tem papel preponderante para manter essas formas de opressão. Um homossexual/ bissexual trabalhador sofre de maneira bem diferente as violências da discriminação, tendo dificuldade para se inserir no mercado de trabalho, sendo jogado muitas vezes à prostituição, ganhando bem menos que um trabalhador heterossexual pelo mesmo serviço, ouvindo piadas e comentários homofóbicos e, não raramente, apanhando até a morte.

        Isso se dá de maneira diferente com um homossexual/bissexual da classe burguesa: esse sofre a mesma opressão, todavia tem os atenuantes e a segurança que o dinheiro pode comprar. O capitalismo não inventou a opressão. Essa já existia, mas ele se utiliza dela para obter mais lucro, a mais-valia sobre os trabalhadores. Por isso, afirmamos que uma luta de morte contra a opressão aos GLBT, às mulheres e aos negros passa também por uma luta de morte contra o capitalismo. O capitalismo mata diariamente, seja no Iraque ou no Rio de Janeiro, e é por isso que o conjunto dos trabalhadores e oprimidos deve dizer um sonoro “morte ao capitalismo!”.

        Não podemos esperar a luta pela cidadania como querem os antigos companheiros do movimento ligado ao governo Lula. Não somos iguais aos GLBT de origem burguesa. Isso se expressa no dia-a dia, na conta bancária. A nossa orientação sexual nos une, porém a nossa classe nos divide. Para terminar com nossa opressão só enterrando a sete palmos do chão o capitalismo. 

        É por isso que nós, da Construção do Movimento Revolucionário, fazemos um convite fraterno aos oprimidos: vamos construir o partido revolucionário para lutar contra a opressão, contra o capitalismo e construir o novo, uma nova sociedade, uma sociedade socialista.

- IGUALDADE DE DIREITOS JÁ!É HORA DE LUTAR PELO FIM DA EXPLORAÇÃO E DA OPRESSÃO!

- PARA TERMINAR COM A HOMOFOBIA, SÓ DERROTANDO O CAPITALISMO E A BURGUESIA!

- VENHA CONSTRUIR UM GRANDE MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO!

 

 

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