O imperialismo vive uma crise política, militar, moral e dá sinais de que uma crise econômica pode abalar suas estruturas.

            A onde de crescimento econômico mundial, que se deu a partir de 2002, parece estar ameaçada. No início do novo milênio a crise foi controlada com o aumento do orçamento militar e a dinamização da indústria bélica, principalmente, o que explica em grande parte a necessidade da política de ocupação militar no Iraque.

            Nesses anos de crescimento o mercado imobiliário cumpriu um papel determinante nos EUA. Segundo Joseph Stiglitz “aproximadamente 80% da alta do emprego e quase dois terços do incremento do PIB dos EUA, nos últimos anos, teve origem direta ou indiretamente no setor imobiliário”. O forte abalo financeiro nas bolsas ocorrido em junho e julho se explica, principalmente, em razão da queda desse mercado. Em 2006 a venda de imóveis caiu em 30%. Ou seja, se produziu mais imóveis do que a quantidade de compradores existente. A anarquia da produção capitalista leva à superprodução – quando se produz mais do que a demanda existente – o que provoca as crises cíclicas do capitalismo. Nesse caso, a recessão não se generaliza, principalmente, em função da enorme injeção de dinheiro feita nos mercados financeiros. Bancos de países como Canadá, o Banco Central europeu e o Federal Reserv dos EUA (FED) injetaram 300 bilhões de dólares apenas em três dias para impedir que as entidades financeiras ligadas ao setor imobiliário falissem.

             Uma demonstração clara de que o período de crescimento econômico está chegando ao fim tem ver com a diminuição do emprego. Os postos de trabalho, nos EUA, não só pararam de crescer como diminuíram radicalmente. Um relatório do Departamento do Trabalho norte-americano apontou a redução de 4 mil empregos no mês de agosto.

DERROTA HISTÓRICA NO IRAQUE:

Uma vez mais o Vietnã

            O recente anúncio feito por George W. Bush de retirada das tropas do Iraque é mais uma demonstração dimensão da crise que vive o imperialismo e a confirmação do que já era esperado: o povo iraquiano derrotou heroicamente o imperialismo. Até o natal devem retornar 5.700 homens. Essa retirada é fruto tanto da resistência das próprias massas iraquiana, que não aceitaram em nenhum momento a ocupação colonizadora ianque, com também das mobilizações de massas que ocorreram em diversos países em cada canto do mundo, inclusive dentro dos países que enviaram tropas, exigindo a retirada destas. Isso é o aprofundamento do que já havia se demonstrado no Vietnã: o repúdio contra qualquer intervenção militar de caráter (re) colonizador é cada vez maior, assim como a consciência antiimperialista, hoje concentrada no ódio à figura de Bush, é cada vez mais intensa.

             Obviamente, o discurso oficial do governo norte-americano vai no sentido de dizer que o regresso das tropas se justifica em função da vitória e do sucesso conquistado no Iraque. Mais obvio ainda é o fato de que ninguém acredita nesse discurso. A guerra já deixou um saldo de milhares de mortos e os objetivos traçados pelo governo norte-americano fracassaram.

 Está claro para os trabalhadores do mundo inteiro que o imperialismo pode sim ser derrotado e que essa lição deve ser reproduzida nas lutas que serão travadas contra os EUA e contra os governos nacionais que são serventes do imperialismo, como o caso de Lula.

 

 

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