Em 2007 comemora-se o aniversário dos 90 anos da Revolução Russa. Este ano também marca os 40 anos da morte de Che Guevara. Ao mesmo tempo, vindo para o presente, 2007 já é o ano mais sangrento no Iraque, com dezenas de milhares de pessoas assassinadas pelos Estados Unidos. Milhões seguem morrendo de fome na África, e no Brasil a maioria da população passa madrugadas em filas de hospitais quando familiares ficam doentes. Estamos chagando a um ponto em que, sem uma revolução, a barbárie vai tomar conta de tudo. O Brasil é o país das favelas, dos traficantes que comandam bairros inteiros e das milícias de policiais e da polícia corrupta e assassina, mostrada no filme “Tropa de Elite”. Por isso é bom pensar: as coisas não precisam ser sempre assim. É possível ser diferente!
A REVOLUÇÃO RUSSA transformou a vida de milhões de agricultores e operários russos. Até Outubro de 1917, a Rússia era um país miserável, atrasado e com a população analfabeta e passando fome, com uma ditadura no governo. Depois da Revolução Russa de 1917, a Rússia erradicou o analfabetismo, garantiu pleno emprego e se tornou uma potência altamente desenvolvida. Por alguns anos a Rússia teve um governo em que os próprios trabalhadores decidiam os rumos do país, da economia, sobre a saída da guerra em que o país estava, o aumento dos salários, etc. Não havia deputados eleitos por empresários, com salário de R$ 100 mil e mensalão. O povo trabalhador é quem votava através da democracia direta, por meio de órgãos formados a partir dos trabalhadores dos bairros e fábricas, chamados de soviets. Há 90 anos, a barbárie perdia espaço para o socialismo (leia mais na pg 06).
Também em Outubro, no dia 09, há 40 anos atrás, acontecia mais uma batalha da luta de classes. Mais um confronto entre o socialismo e o capitalismo que caminha para a barbárie. Nas selvas de La Higuera, na Bolívia, morreu executado ERNESTO “CHE” GUEVARA DE LA SERNA. Che, um argentino, dizia que por uma boa causa, no caso o socialismo, “vale a pena morrer numa praia estrangeira”. Che Guevara pôs a vida em perigo pela revolução socialista e a defesa dos trabalhadores nas praias distantes de Cuba, no país africano chamado Congo, e na Bolívia. Che pagou o preço de seus erros políticos, sua incompreensão do marxismo e da necessidade de entender que a luta dos trabalhadores só pode ser vitoriosa se for de massas, e combinada com o setor operário dos trabalhadores, aquele que pode parar a produção e colocar o capitalismo contra a parede. Mesmo imperfeito Che foi um exemplo de dedicação à luta para mudar o mundo e a vida miserável que a maioria leva. Indo bem menos longe que a Revolução Russa, a Revolução Cubana, da qual Che foi um dos líderes nunca garantiu um modelo baseado realmente no poder dos trabalhadores, desde a base. Porém, com a expropriação dos bancos e das grandes empresas, Cuba, que era chamada de “o bordéu dos americanos” e um dos países mais pobres das Américas, virou uma potência esportiva, científica e exemplo nas áreas da saúde e educação.
Vale a pena conhecer a História para mudar o presente e o futuro. O ano de 2006 foi o ano dos ataques do PCC que aterrorizaram São Paulo. 2007 é o ano das milícias nos morros do Rio. Os policiais nunca mataram tanta gente, nem ganharam tanto suborno ou se associaram tanto ao crime comum. No início do ano, surgiram vários casos de policiais que integravam quadrilhas, de assalto a bancos, por exemplo. No início de Outubro, foi denunciado o esquema em que quase metade dos PMs do Vale dos Sinos (RS) eram, eles mesmos, os ladrões de banco e do comércio em geral.
Diante da vida cada vez mais insegura, injusta e explorada, a escolha é uma só: Socialismo ou barbárie! Em 1917, 1967 e 2007. Enquanto houver explorados e exploradores, empregados e patrões, essas são as hipóteses para o futuro da humanidade. Tróstki, revolucionário russo, falava que, com a crise do capitalismo “democrático”, ou viria a revolução socialista ou a contra-revolução fascista. Nós dizemos: construir lutas e uma organização revolucionária para o socialismo, ou o BOPE fascista. Nós ficamos com os trabalhadores!