PELO DIREITO DE SE APOSENTAR COM DIGNIDADE:
DERROTAR LULA E O CONGRESSO CORRUPTO

Lula e o congresso corrupto receberão no próximo mês o projeto de Reforma da Previdência, direto das mãos de Luis Marinho (Ministro da Previdência). Essa atualização do projeto prevê ainda mais ataque aos trabalhadores do que o anterior, elaborado pelo Fórum Nacional da Previdência. Se Lula conseguir, os trabalhadores ficarão ainda pior de vida e só vão se aposentar depois de morrerem.

O tempo mínimo de contribuição com o INSS, que hoje é de 35 anos (para homens) e 30 (para mulheres) irá aumentar em 5 anos para cada sexo. Isso, para o governo, já está decidido. Só isto já representa uma fortuna para os empresários brasileiros e multinacionais. Por mês, um bancário pode gerar um lucro de R$ 30 mil para seu banco. Desse valor, recebe R$ 1500 entre salário e benefícios, por exemplo. Esta exploração, que é seu trabalho não pago, e acumulado pelo patrão, no valor dos outros R$ 28, 5 mil, será aumentada em 5 anos. Isso, por baixo, representa mais R$ 1, 71 milhão a mais para os banqueiros, arrancados de um só bancário. Este raciocínio vale para todos os trabalhadores.

Além desse ponto, a reforma ataca os trabalhadores em muitos outros aspectos.

A idade mínima para se aposentar será de 67 anos para homens e 65 para mulheres, sendo que essa diferença, aos poucos, deixará de existir. Professores e trabalhadores rurais podem não ter mais direito à aposentadoria especial. Os valores de pensões por morte diminuirão 70%.

O valor do piso previdenciário será desvinculado do salário mínimo. Isso significa que, mesmo depois de 40 anos trabalhando feito um burro de carga, um trabalhador homem, com pelo menos já 67 anos, ainda receberá uma esmola, menor que um salário mínimo.

Essa reforma, assim como o conjunto dos ataques que os trabalhadores e a juventude desse país estão sofrendo, colocam a necessidade de organizar nossa luta dentro de uma perspectiva: é preciso derrotar Lula e o congresso de picaretas. Eles que arrocham nosso salário, que aumentam a violência contra a população, que fazem um circo com o dinheiro público e, agora, estão retirando os direitos que já foram conquistados com muita luta.

Por isso é necessário fortalecer a CONLUTAS para unificar todos os lutadores que querem derrotar o governo e as burocracias governistas da CUT, que o defendem no movimento. Dessa forma, nossa luta tem chances de ser vitoriosa. 

As eleições não mudam nada
Marcha a Brasília e lutas pela base apontam o caminho

Cada medida de Lula que nos lembra as de FHC serve para reforçar o que o povo já sabe: as eleições não mudam nada. Pela falta de opções, os trabalhadores seguem votando, mas cada vez mais sem a mínima ilusão de que o voto sirva para alguma coisa. Isso é um reflexo da desmoralização das instituições do regime democrático-burguês no Brasil. É extraordinário que haja esta ruptura da população com a lógica de que se muda votando. É um avanço de consciência ainda limitado, pois não se transformou em reves generalizadas, ocupações por todos os lados, muito menos em uma alternativa de poder popular.

No entanto, é um pensamento progressivo e saudável que não se confie nos "políticos". Nós devemos estimular isso e repetir que "eles são todos iguais", "não queremos só seu voto, mas você na luta", "Abaixo o Congresso", "Eleições não muda nada, são uma farsa e jogo de atas marcadas, etc.".

O Movimento Revolucionário vem discutindo, em cada um dos vários panfletos feitos para a greve de bancários, de Correios, das lutas em que intervimos, a necessidade de se construírem mobilizações em cada bairro, em cada categoria e em cada empresa, fábrica ou escola. Estas lutas devem estar a serviço de Derrotar Lula e construir organismos em cada local.

A Marcha à Brasília, contra as Reformas de Lula, é um passo neste sentido. Mas não é o mais importante. Não é a pressão sobre deputados ladrões que vai mudar alguma coisa. Nossa luta é no chão, na base, sem alimentar ilusões em soluções parlamentares, como vergonhosamente fizeram o PSOL, PV e seus aliados da Frente Popular de Esquerda em gestação para 2008, de reivindicar "Fora Calheiros", numa repetição da ética na política do PT, com 20 anos de atraso. Só é possível derrotar a corrupção e as reformas de Lula pela luta direta, e não pelo voto.

É preciso massificar as greves, ocupações e passeatas, com o objetivo de derrotar este governo e construir outra sociedade, a partir dos organismos dos próprios trabalhadores. É preciso uma Revolução dos Trabalhadores no Brasil, e a construção do Movimento Revolucionário como organização deste processo.

 

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