Publicado em 14/12/2010

A reforma universitária de Berlusconi: ataque à juventude para garantir os lucros dos banqueiros

Trabalhadores no mundo todo foram surpreendidos por protestos nos principais pontos turísticos da Itália. A torre de Pisa, o Coliseu e outras atrações, além de diversas cidades, tem sido palco das lutas dos universitários que protestam contra o plano de austeridade do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que irá atingir também a educação pública universitária.

Os estudantes italianos estão em luta desde o final de novembro contra o projeto, que fechará, até 2013, 150 mil postos de trabalho na educação e cortará 9 bilhões de euros do seu orçamento, incluindo as bolsas de estudo. Além disso, os menores campi universitários serão fechados e os alunos remanejados para as universidades mais próximas. Serão reduzidos os mandatos dos reitores e o governo terá acesso aos conselhos de administração, tudo para garantir uma educação voltada aos seus interesses.

        Para reduzir ainda mais os custos com o conhecimento, pesquisa e aprendizagem, Berlusconi não renovará contrato com milhares de pesquisadores -um gasto estimado em 700 milhões de euros anuais-.

        O projeto, já aprovado, entra em vigor a partir do dia nove deste mês.

Estudantes saem à luta

Os protestos que começaram no final de novembro, envolvendo mais de 50 mil universitários, devem continuar e, à medida que se aproxime a data de implementação do projeto, devem se intensificar e radicalizar.

        A juventude italiana passa por mais uma prova, agora na luta de classes, em que a necessidade dos estudantes é derrotar as medidas do governo e, principalmente, o governo fascista de Berlusconi.

Derrotar a burguesia começa por derrotar mais esse projeto, que é um prelúdio do que está por vir em um dos países mais castigados pela crise.

A crise econômica, além de atingir os bolsos dos trabalhadores quando governantes diminuem salários e promovem demissões, também provoca cortes absurdos nos gastos públicos. Tudo para fazer com a conta da crise econômica, criada pela especulação dos banqueiros, seja paga pelos trabalhadores e pela juventude.

       

 

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