É a vez dos trabalhadores ingleses lutarem e dizerem: Nós não vamos pagar pela crise!
Depois de Grécia, Espanha, França, é a vez dos trabalhadores da Inglaterra começar a se mobilizar e lutar conta os governantes da burguesia.
Dessa vez os protagonistas foram os estudantes e professores universitários que realizaram uma manifestação com 60 mil pessoas. Nesse grande protesto, houve conflito com a polícia e invasão da sede do Partido Conservador.
Essa ação é uma resposta á política implementada pelo governo dirigido pelo Partido Conservador que quer demitir 500 mil trabalhadores públicos, cortar do orçamento cerca de 40% dos recursos destinados a educação e retirar o direito a bolsas dos professores. Além de aumentar as mensalidades das universidades em até três vezes.
Isso provocou a ira de estudantes e professores. Já que na sua campanha eleitoral o partido do governo e o Partido Liberal Democrata (que também compõe o governo), prometeram que não iriam mudar as políticas para a educação.
Isso mostra que seja qual for o governo, e independente do discurso que adotar, dentro do sistema capitalista todos vão governar para a burguesia. A desculpa para esses cortes é o velho discurso de não “temos dinheiro publico em cofres”, mas em 2008 no auge da crise econômica apareceram trilhões de dólares para salvar a as grandes empresas e banqueiros.
A oposição representada através do Partido Trabalhista não tem nem uma moral para comentar esses fatos, pois era governo na crise econômica em 2008, foi ele que atacou trabalhadores e estudantes, foi responsável por massivas demissões, doou dinheiro para os empresários e banqueiros não falirem e, com certeza, se estivesse no poder agora faria a mesma coisa, demitiria os 500 mil funcionário públicos.
Esse protesto contra as demissões é só o começo do que está por vir nesse país. A crise econômica está longe do fim, a burguesia terá que atacar cada vez mais e a resposta com certeza será a mesma dos demais países em luta na Europa mobilização, luta e greves gerais para derrotar os governos burgueses e o capitalismo.
Os trabalhadores brasileiros e o resto do mundo, que também foram e continuaram sendo atacados pelos governos da burguesia, sigam o mesmo exemplo dos trabalhadores europeus. E nas ruas, nas lutas gritem: Nós não vamos pagar pela crise!
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