Viva a luta dos trabalhadores e do povo egípcio. Abaixo o governo do Conselho Supremo das Forças Armadas!*
Milhares de jovens egipcios tomaram as em repúdio ao governo do Conselho Supremos das Forças Armadas, CSFA, que impõe as mesmas políticas de ajuste e repressão que antes aplicava o ditador Mubarak. Isto não é casual, visto que esse governo é composto por militares do regime que governou o Egito durante anos a serviço das multinacionais.
Os manifestantes voltaram a ocupar a Praça Tahrir, símbolo da revolução em curso, que só avançará quando cair este governo militar, que durantes estes últimos dias já matou mais de vinte pessoas, atacando com as tropas do exército e polícia, ou utilizando grupos de pistoleiros armados.
A junta militar, que prometeu entregar o poder em um prazo muito curto, se apoderou do poder impondo um “calendário” que a lhe permita continuar durante muito tempo, mediante um complicado processo eleitoral e através de uma série de cláusulas ou princípios dos quais deverão submeter-se os partidos políticos que concorram ao governo.
Coerente com esta política, o governo vem aplicando uma duríssima repressão contra a juventude rebelde, a tal ponto que em 9 meses de poder condenaram ou julgaram nos tribunais militares mais de 12 mil civis por motivos políticos. Ao mesmo tempo, continuam obrigando as mulheres que protestam a “provas de virginidade” realizadas pelos mesmos soldados que as reprimem.
Sem dúvida, os trabalhadores e o povo estão exigindo o fim das políticas anti-democráticas e anti-populares do governo do exército de Mubarak, seguindo o caminho dos jovens líbios, que quebraram a espinha dorsal do regime de kadafi, suas forças armadas, lutando com os métodos mais radicalizados.
É preciso muita solidariedade aos manifestantes da Praça Tahrir, organizando atos e mobilizações em todo o mundo, solidariedade que deve estender-se a todos que lutam no Norte da África e Oriente Médio.
É preciso apoiar aos palestinos que combatem a ditadura sionista de Israel, aos milicianos rebeldes da Líbia que se negam a entregar as armas ao governo capacho do CNT, aos trabalhadores e povo da Síria, que enfrenta a ditadura da Bashar al-Assad e a todos os que levantam suas vozes e seus punhos contra os governos que aplicam os planos de ajustes, fome e repressão na região.
Nota da CRI - Corrente Revolucionária Internacional composta por Movimento Revolucionário (BRA) e Convergência Socialista (ARG)
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