Publicado em 17/05/2009

Obama realiza maior matança no Afeganistão desde 2001

O presidente norteamericano, Barack Obama, cumpriu sua promessa de perseguir Osama Bin Laden e a Al Qaeda, custe o que custar. O preço dessa investida imperialista é a perda de centenas de vidas e a destruição de regiões inteiras, agredidas novamente pelos Estados Unidos.

Obama, na semana passada, ordenou que suas tropas bombardeassem as cidades de Geraani e Ganj Abad, no Afeganistão, matando 147 pessoas, de acordo com os moradores da região. A maioria são civis e estavam desarmados, numa clássica chacina e mais um crime de guerra,  no pior estilo de George W. Bush. Esse é o resultado do programa aplicado por Obama, que, em marco, já havia enviado 20 mil soldados a mais para o Afeganistão, além dos “remanejados” do Iraque.

O novo bombardeio é um golpe nas esperanças dos que acreditaram que o governo de Obama encerraria a matança iniciada por George W. Bush no Oriente Médio. Obama, depois de muito alarde de mudança, manteve a mesma política intervencionista de Bush, inclusive com nomes repetidos da última administração, e preserva os mesmos interesses da indústria armamentista e dos setores que lucram com a guerra.

As guerras são uma necessidade do imperialismo, não importa quem seja o presidente dos EUA

Os Estados Unidos, que há anos investem em bases militares por todo o mundo, generalizaram prisões secretas, julgamentos ilegais e arranjados e o uso indiscriminado de tortura e crimes de guerra. Como parte dessa escalada de violência contra os povos, fortaleceram sua ofensiva no Oriente Médio, diante de uma necessidade cada vez maior de petróleo. A invasão do Iraque foi a maior prova deste processo. O Afeganistão, por ser atravessado por importantes oleodutos e gasodutos, é estratégico pela mesma razão.

No entanto, as prisões arbitrárias, torturas, estupros, bombardeios e assassinatos promovidos pelo exército norteamericano causaram revolta e ódio, fortalecendo o sentimento antiimperialista ao redor do mundo. A luta de resistência no Iraque, principalmente, mas em vários outros locais, expressando um crescimento da força dos trabalhadores na luta de classes, acabou, por outros caminhos, também sendo representado numa derrota, ainda que distorcida e canalizada por dentro do sistema, da própria política de guerra praticada pelos EUA. Muitos dos que se horrorizavam com aquelas práticas e exigiam a imediata retirada dos EUA do Oriente Médio, acreditaram que, quando Bush saísse do poder, aquilo acabaria. Por isso, se votou em Obama e se esperou sua posse com tanto entusiasmo. Se o novo presidente fosse o preferido dos explorados e oprimidos, para muitas pessoas, com certeza, aquilo não se repetiria.

Ledo engano! Obama dá continuidade e intensifica o programa de Bush. Salvo pouquíssimas exceções - como o anunciado fechamento de Guantánamo-, e que agora se mostram mais uma mentira,  a política de dinheiro e incentivo para os grandes bancos e avanço de tropas no Oriente Médio continua. Obama era o preferido dos explorados e oprimidos, mas também dos grandes empresários  e banqueiros, exploradores e opressores, tanto é que foi o candidato mais financiado pela burguesia americana, que se convenceu que além de prosseguir defendendo seus lucros e interesses, Obama poderia acalmar melhor os mais pobres, sendo ainda mais eficiente para os ricos que Bush.

A gota d’água de Obama: o novo líder do terrorismo de Guantánamo

No prosseguimento de uma série de medidas que tem tomado desde que assumiu, Obama acaba de anunciar mais um desastre aos trabalhadores, que decepciona novamente seus eleitores, depois de muitas medidas que só repetem o que Bush fazia.

A mais recente e trágica notícia de Obama é que ele vai retomar os julgamentos de fachada dos presos acusados de terrorismo em Guantánamo. Esses presos foram sequestrados em seus países e levados para Cuba (onde fica Guantánamo, num território ocupado e ilegal), sem direito a advogado ou mesmo conhecer suas acusações. Seus interrogatórios são feitos sob tortura, espancamentos e humilhações. São “julgamentos” fajutos, golpistas e que repetem os julgamentos nazistas, teatralizados e absolutamente ridículos e inaceitáveis. Além disso o presidente dos EUA proíbiu que a divulgação de dezenas de fotos de suspeitos de terrorismo sendo vítimas de tortura pelas tropas norteamericanas, protegendo quem pratica as torturas e condenado quem denuncia os torturadores.

Obama sabe de tudo isso, e denunciou estes julgamentos na eleição, anunciando sua suspensão logo que assumiu. Mas Obama mentiu! Primeiro ele suspendeu os julgamentos, mas manteve os presos lá, sofrendo e incomunicáveis. Agora, ele foi mais longe: já decidiu que em 4 meses vai recomeçar toda a simulação e terror contra ativistas e lutadores que pegaram em armas (ou nem isso) para defender seus países, e que agora serão mantido confinados e agredidos.

* ABAIXO A PRISÃO DE GUANTÁNAMO – Fechamento já e libertação imediata e incondicional de todos os presos ,que devem ser levados de volta de onde foram seqüestrados

* DEVOLUÇÃO IMEDIATA E SEM CONDIÇÕES DE GUANTÁNAMO A CUBA

* FORTALECER A RESISTÊNCIA POLÍTICA E ARMADA CONTRA OS EUA E ISRAEL NO IRAQUE, AFEGANISTÃO E PALESTINA OCUPADOS

* DERROTAR A OFENSIVA DO PAQUISTÃO E EUA QUE ESTÃO MASSACRANDO CIVIS E LUTADORES NO NORTE DO PAÍS

* DERROTAR OBAMA E SEU GOVERNO CONTINUÍSTA DE BUSH E DOS REPUBLICANOS

 

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