Publicado em 27/07/2010

Imperialismo se vê obrigado a alterar táticas usadas na Guerra do Afeganistão

Após a mudança de comando das forças armadas norte-americanas, onde se destituiu um general por ter feito sérias críticas ao governo Obama pela forma que vinha intervindo no conflito, o imperialismo, que se encontra em uma encruzilhada, se viu obrigado a determinar novos prazos para o “fim do conflito”.

Na conferência internacional ocorrida no dia 20 de julho em Cabul, entre representantes de diversos países, sendo a maior reunião que o país sediou nos últimos 40 anos. Estiveram presentes 60 ministros estrangeiros incluindo Hillary Clinton, Secretária de Estado norte-americano.

Durante o evento os chanceleres burgueses avaliaram toda a situação em que se encontra a luta contra a resistência que o exército dos Estados Unidos e seus aliados vêm enfrentando. E também ressaltando o desgaste que cada governo têm acumulado pela opinião dos trabalhadores desses países por seren contrários a invasão ao país.

Por toda a pressão que o imperialismo tem sido alvo, Joe Biden o vice-presidente dos EUA, anunciou que deverão iniciar a retirada de soldados da OTAN a partir de 2011; até lá a tarefa principal dos países imperialistas que invadiram o país, é fortalecer o exército afegão para substituir as forças estrangeiras.

Dessa maneira fica claro que Obama não vê perspectiva de acabar com a guerra, tanto que ao contrário de outros anúncios, agora a decisão de retirada do país não tem a ver com o fim da resistência, ou o extermínio dos terroristas, mas sim com um prazo, tudo para acalmar a opinião pública. Além disso os conflitos passaram de uma guerra da resistência contra o exército invasor para se tornar em uma guerra entre afegãos, os ligados ao governo capacho do imperialismo e os militantes da resistência.

 Porém este prazo é mais uma manobra do governo imperialista. Obama com isso acaba de jogar no lixo, mais uma vez, uma de suas principais bandeiras durante sua campanha eleitoral. O discurso de “mudança” se expressava também no fim da guerra no Afeganistão, e com este prazo mais uma vez ele demonstra que seu mandato inteiro, assim como de Bush será marcado pelo conflito.

Ao contrário do que o imperialismo diz o conflito não está sendo vencido pelas tropas invasoras, tanto que Obama recentemente foi obrigado a votar o aumento do número de soldados para a ocupação. Principalmente diversas vezes a resistência tem demonstrado sua força, inclusive no próprio dia da Conferência Internacional, como no caso do avião que transportava Ban ki-moon, o secretário geral das nações unidas, e a chanceler da Suécia Carl Bildt, que quando chegavam a Cabul, foram obrigados a mudar seu local de pouso para base militar da OTAN em Cabram, após o Talibã ter arremessado foguetes ao redor e na pista de Cabul.

A resistência contra a guerra do Afeganistão está cada vez mais fortalecida. A Al-qaeda e o Talibã não demonstram nenhum enfraquecimento, pelo contrário, cada vez conseguem organizar mais atentados e ataques ao exército da OTAN.

Para os trabalhadores do redor do mundo essa guerra é totalmente sem sentido, representando unicamente a pior face da burguesia – o imperialismo de rapinagem, que invade um país, o destrói e explora todo um povo. Diante disso os trabalhadores respondem e fortalecem a luta contra o capitalismo.   

 

  

 

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