Israel ataca televisão acusada de ser ligada ao Hamas
Depois de cercar o país, de atirar fósforo branco e todo o tipo de experimento militar criminoso, de aplicar um embargo econômico, e até mesmo de cercar com muros a população palestina; agora israelenses aplicam mais um ataque, tirando do ar uma emissora árabe com transmissão na França.
A televisão Al-Aqsa Television está sendo acusada pela União Europeia de incitar o ódio contra os judeus em seus programas. A agência de fiscalização de transmissão da França deu prazo até o dia 26 de junho para que a Etelsat, a emissora de tevê a cabo, tire do ar o canal. Os israelenses usam o argumento do ódio anti-semita do qual foram alvo durante anos sangrentos, para esconder o derramamento de sangue que promovem nos territórios palestinos, e assim justificar por que querem acabar com a emissora.
Segundo informações da UE, o canal é alinhado politicamente com o Hamas, que prega o fim do Estado de Israel. Assim, o que existe por trás dessa perseguição são os interesses de enfraquecer aqueles que ainda são a resistência contra o estado de Israel. Nem se provou o envolvimento político com o Hamas, muito menos haveria problema se ele existisse.
Mesmo com todos os desvios burocráticos burgueses que estão intrínsecos no Hamas, esta é hoje a única organização conhecida que se enfrenta e demonstra uma tentativa de resistência contra o Estado de Israel. Por isso, a França age como testa-de-ferro do sionismo, o verdadeiro grande interessado no fechamento da televisão.
Somente o que Israel quer divulgar
Em meio aos acontecimentos absurdos que ocorrem na região, com direito à punição a qualquer pessoa que tente ajudar a população totalmente pauperizada que vive na Palestina, a burguesia imperialista, tendo seus planos bem definidos, não permite que nada saia da conformidade.
Por isso, é fundamental para o imperialismo acabar com qualquer possibilidade de resistência às atrocidades cometidas pelo Estado judeu. E isso passa pela desinformação. Ou melhor, todas as informações que cheguem ao mundo todo devem ter uma mesma linha de interesses, a dos países imperialistas que apoiam o genocídio de Isarel contra o povo palestino.
Todo apoio a luta dos trabalhadores palestinos. A luta contra o Estado de Israel é uma necessidade de todos
Os trabalhadores ao redor do mundo saem em manifestações em frente às embaixadas em protesto quando palestinos são atacados, como no início de 2009, ou nos fatos recentes, onde um navio com donativos foi atacado brutalmente pelo exército genocida israelense, resultando em 9 mortos.
Isso ocorre pela rejeição internacional ao imperialismo e seus países aliados, como Isarel. Todos os lutadores devem levar a bandeira da soberania da Palestina como uma bandeira de luta contra o capitalismo, por saber que só existe a possibilidade de existir um Estado palestino e laico, derrotando o imperialismo.
Por isso, devemos ser contra qualquer retaliação aos palestinos e, em especial, contra o cerco à Faixa de Gaza. O repúdio ao fechamento de uma emissora que pauta os acontecimentos sob uma ótica diferente da defendida pelos sionistas, mesmo sendo da burguesia árabe, portanto, é uma obrigação de todas as organizações de esquerda e combativas.
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