Obama aprova aumento com gastos de guerra no Iraque e Afeganistão.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou recentemente um aumento considerável nos gastos com as guerras no Iraque e Afeganistão. O mais irônico disso tudo é que ele foi eleito justamente com um discurso de que governaria pelo fim das guerras e em nome da paz. Ou seja, como sempre, é na prática que percebemos que o imperialismo não tem pudor com nada, e muito menos se constrange em mentir, para seguir matando e explorando outras nações. Obama é mais do mesmo.
Segundo a proposta de Obama, em 2010 e 2011 serão gastos 320 bilhões de dólares nas duas principais frentes dos EUA! Estes números são os mesmo que Bush investia, provando que a única diferença entre um e outro é o discurso.
Fruto da desmoralização da ocupação no Iraque, que está sendo derrotada, depois de já ter matado milhares de pessoas, e conseguir impor um governo completamente capacho do imperialismo, Obama anuncia a retirada das tropas do Iraque, mas, ao mesmo tempo, intensifica o seu outro front, no Afeganistão.
Tudo isso só demonstra que Obama nada mais é que a continuidade da política de Bush. Este governo cai como uma luva para a burguesia mundial, pois não conta com o desgaste do governo anterior, o que facilita suas ações, mas está comprometido com absolutamente os mesmos interesses.
Uma das soluções para a crise econômica: mais guerra!
Essa medida de aumento das tropas acontece em um momento em que os EUA acumulam um déficit no seu orçamento nunca visto desde a 2a Guerra Mundial. O que faz com que mesmo com esse “prejuízo” recorde se aprove ainda mais gastos?
Isso acontece por que hoje é um gasto, mas, em longo prazo, se aposta que todo este investimento em destruição e ocupação retornará, com a exploração do petróleo e superxploração dos trabalhadores do Oriente Médio. Mais do que nunca, o imperialismo yankee precisa ampliar sua dominação na região, como única forma de seguir sendo uma potência econômica e bélica, tendo o controle do capitalismo no mundo todo.
O rombo no orçamento dos EUA chega a 1,35 trilhão de dólares, e, para que possa seguir investindo nas guerras, o governo dos EUA é obrigado a atacar ainda mais os trabalhadores no seu país. Por isso, ao mesmo tempo que investe bilhões para dominar o Oriente Médio, Obama propôs um congelamento de três anos em programas de gastos domésticos e um esboço de outras medidas para controlar déficits orçamentários recordes.
Ou seja, mais uma vez, se depender de Obama, quem pagará a conta são os trabalhadores. Esta, no entanto, é sua contradição: ao "fazer caixa" atacando os trabalhadores, Obama perde seu maior patrimônio - a popularidade que desfruta. Diante do descrédito de sua promessa de mudança, ninguém sabe onde poderá parar a revolta da população dos Estados Unidos.
Fora todas as tropas imperialistas do Oriente Médio! Derrotar Obama e as guerras de rapina!
O capitalismo está no limite de suas forças produtivas. As guerras e as crises cíclicas, como a que estamos vivendo, são provas de que este sistema há muito tempo deixou de cumprir qualquer papel em beneficio da classe trabalhadora, e está saturado.
A resistência contra o imperialismo aumenta no mundo todo, e algumas vitórias parciais são vistas em alguns conflitos onde a resistência da classe trabalhadora desmoraliza e impede uma dominação ainda mais brutal.
Iraque, Afeganistão e Palestina são, hoje, as maiores expressões de conflitos causados pelo imperialismo para seguir garantindo seu domínio. Por outro lado, é justamente nestes países, através da resistência contra as guerras, que ocorrem exemplos de que é possível derrotar, no terreno político, mas também no terreno militar, as tropas dos EUA e aliados. Para isso, é necessária a solidariedade política, financeira e militar com os trabalhadores destes países.
É necessário que se organizem manifestações em repúdio às guerras imperialistas em todas as partes do mundo. Uma derrota militar do imperialismo no Iraque ou Palestina, por exemplo, como o que aconteceu no Vietnã, com certeza fortalecerá a luta anticapitalista e antiimperialista no mundo todo. Hoje, somos todos insurgentes!
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