Pela liberdade do militante argentino Carlos Oliveira
Carlos Oliveira é um operário argentino da construção civil. Preso por lutar, por salário, por emprego e pelo direito a um sindicato livre, Oliveira, que é um militante revolucionário da Convergencia Socialista, da Argentina, integrante do Sitraic, sindicato independente da construção civil e que foi absurdamente preso por se defender dos ataques físicos do governo Kirchner e dos mafiosos sindicais, que tentavam, mais uma vez, ameaçar a livre organização sindical.
Em várias oportunidades, a burocracia sindical argentina já espancou, esfaqueou, baleou e inclusive matou militantes combativos que se opunham a seus planos. Numa manifestação dessas, como legítimo direito de defesa, operários reagiram ao ataque de mais uma “patota”, como são chamadas as gangues mafiosas de pelegos armados argentinos. Um pelego mafioso morreu. Carlos Oliveira, sem que haja testemunhas ou qualquer prova, foi absurdamente preso e responsabilizado pela morte.
Os criminosos da banda governista do movimento sindical, com milhares de crimes nas costas, seguem impunes na Argentina. Mas Carlos Oliveira, que nada tem a ver com a morte, feita ainda por cima como autodefesa diante de uma agressão de tipo fascista, está preso há cerca de 2 anos.
Neste momento, porém, a campanha pela libertação de Oliveira, que vem crescendo sempre, atingiu um patamar que obrigou as instituições argentinas a ter que recuar. Foi assim que, municiado de uma ampla rede de solidariedade e apoio, de centenas de assinaturas num abaixo-assinado recolhido majoritariamente na Argentina e no Brasil e através de uma grande manifestação pública em frente aos tribunais em que uma comissão de defesa de Oliveira foi recebido, finalmente há boas chances de sua libertação.
Dezenas de companheiros, incluindo centenas de operários da construção civil, colegas de Oliveira ou não; dirigentes de inúmeras organizações de esquerda e direitos humanos; e até mesmo duas integrantes do Movimento das Mães da Praça de Maio, entidade ícone da luta pelas liberdades civis argentinas; todos estiveram pressionando pela libertação de Oliveira, num grande ato em Buenos Aires. Outro ato, com cerca de 80 pessoas, também aconteceu em Córdoba.
E a pressão deu resultado. Oliveira será julgado em fevereiro de 2012, mas em 20 de dezembro haverá uma nova audiência com os ministros responsáveis pelo caso, onde é possível que o camarada já seja posto em liberdade.
O Movimento Revolucionário, que já recolheu centenas de assinaturas pela liberdade de Oliveira (incluindo a de vereadores, deputados, personalidades sindicais, sociais e culturais, e até mesmo da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário) e que está apoiando financeira e politicamente o companheiro desde o início, estará presente nesta nova atividade.
Dia 20, é dia de libertarem Carlos Oliveira. Preso por lutar! Um preso político de todos os combatentes e militantes das causas sociais. Um militante da Corrente Revolucionária Internacional e vítima da criminalização dos protestos sociais, fenômeno cada vez mais forte por parte de Dilma no Brasil e Cristina na Argentina. Será o dia de realizarmos grandes demonstrações de pressão, seja nos tribunais de Lomas (Arg) quanto nas demais cidades onde for possível.
Somos todos Carlos Oliveira!
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