Publicado em 07/03/2010

Crise econômica arrasa Carrefour, a segunda maior rede varejista do mundo.

A crise capitalista acertou em cheio diversos países, fazendo com que seja necessária uma nova reorganização na cadeia capitalista. Diversos bancos, fábricas, e outras empresas faliram, e os que não faliram, foi graças a governos que saíram em sua ajuda, dando dinheiro e benefícios trilionários para que não quebrassem.

Toda a economia, em seus diversos ramos, esteve à beira do colapso, obrigando a uma drástica solução: atacar duramente a classe trabalhadora, a exemplo do que ocorre hoje na Grécia.

       Os balancetes de 2009 demonstram o rombo que toda a crise gerou em vários setores da economia. Um desses exemplos é a rede de mercados varejistas Carrefour, multinacional francesa, a segunda maior do mundo – menor apenas que a Wal Mart, americana –, que viu seus lucros despencarem vertiginosamente de uma forma nunca vista na história da multinacional, nada menos do que 70% da queda de lucro em relação ao ano anterior.

Anunciou um lucro líquido de 385 milhões de euros (US$ 519,4 milhões), e essa notícia surpreendeu a todos os investidores, que tinham expectativa de queda em torno dos 27%.

        Essa queda foi puxada pela enorme redução de consumo nos países europeus mais afetados pela crise, fazendo com que sejam inclusive cogitados países onde a rede deverá fechar lojas caso não se reverta esse quadro. Assim, milhares de trabalhadores podem engrossar ainda mais o índice de desemprego.

Ao mesmo tempo, comprovando o grau de superexploração a que é submetido o chamado "3o mundo", na América Latina, por exemplo, países como Brasil e Argentina ajudaram a rede a ter sua queda de lucro amenizada, com um crescimento das vendas de 17,1%.

Ninguém sai ileso, mas quem paga são os trabalhadores

Até mesmo os gigantes empresários com redes mundiais, e faturamento sempre na casa dos bilhões, foram atingidos de tal forma que, pelo que se demonstra, demorarão muito tempo para se reerguer.

Porém, na pior das hipóteses, em que o lucro da empresa tenha uma curva negativa, a saída burguesa será a de desempregar em massa, cortar gastos, arrocho os saláriosr, etc. Até chegar ao ponto onde a empresa talvez tenha que ser vendida para outra concorrente mais poderosa. O burguês dificilmente perde. O trabalhador, porém, raramente ganha.

Assim, a concorrência vai deixando de existir e a classe trabalhadora, com cada vez menos e mais poderosos patrões, só pode responder à altura com sua unificação, também em nível internacional.

        Não existe setor da burguesia que tenha saído ileso dessa crise, que somente deu suas primeiras demonstrações do que está por vir. A economia capitalista, por ter sua produção de forma anárquica, e não levar em consideração nada mais além da obtenção de lucro, têm a necessidade de obter o monopólio de setores inteiros da economia.

O custo disso sempre ficará sobre os trabalhadores, como mais uma vez vimos nesta crise e devemos ver em seus efeitos sobre o Carrefour. Aos trabalhadores, a única saída é a luta radical e socialista.

 

 

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