Publicado em 04/08/2008

 

Hugo Chávez quer dar mais dinheiro ao Imperialismo Europeu: Quer comprar o Santander Venezuelano 

O presidente Venezuelano Hugo Chávez vem dando mais uma demonstração do que é o seu socialismo do século XXI. Notícias recentes colocam que existe interesse por parte dos donos do Banco Espanhol Santander de venderem o Santander de Venezuela, estavam negociando com empresários venezuelanos, mas o governo de Chávez barrou a negociação e demonstrou interesse em participar deste negócio.

Fundado em 1890, o banco já havia passado por um processo de estatização em 1994. Um ano antes, um grupo de bancos o comprou dos antigos donos, que estavam em litígio devido a questões societárias. Apenas 15 meses depois, o governo venezuelano fez a estatização, e o saneou para o processo de privatização ocorrido em 1996. Na ocasião, os espanhóis do Santander compraram 93,38% das ações do banco por US$ 351,5 milhões. Desde então, ele ainda adquiriu o concorrente Banco Caracas, o que foi concretizado em 2002.

Chávez havia ameaçado nacionalizar o banco o ano passado como resposta ao Rei da Espanha Juan Carlos, que havia mandado o presidente se calar, fingindo que isso seria uma resposta radical a quem ousava enfrentá-lo. Agora, mesmo depois de ter se calado perante o Imperialismo espanhol, Chávez segue na sua ânsia de dar ainda mais dinheiro ao imperialismo europeu. Em 2007, o Banco de Venezuela apresentou lucro de 370,2 bilhões de bolívares (R$ 270 milhões), com alta de 12% sobre o mesmo período do ano passado.

Mas que tipo de nacionalização é essa?

            Além de ter permitido que o imperialismo espanhol sacasse rios de dinheiro através dos lucros exorbitantes do Santander, Chávez quer agora dar mais dinheiro ainda ao grupo. O mercado estima que o controle exija um desembolso de US$ 1,9 bilhão para “nacionalizar” o banco. Ou seja, a proposta de Chávez é além de pagar pelo banco que pertence aos venezuelanos, é dar 5 vezes mais o valor pelo qual foi vendido a este mesmo grupo.

            Nisso que consiste o Socialismo do Século XXI defendido por Chávez, é o Socialismo que permite negociações com grandes banqueiros, negociações essas que andam de acordo com as necessidades dos próprios banqueiros e não dos trabalhadores da Venezuela, como fica claro nessa negociação envolvendo Chávez e banqueiros Espanhóis.

Pela Nacionalização sem indenização de todo sistema financeiro na Venezuela!
Isso só é possível com uma verdadeira Revolução Socialista!

            Historicamente a bandeira dos revolucionários em relação a propriedade privada dos meios de produção, é que todas elas sejam estatizadas e colocadas a serviço dos trabalhadores. A diferença central entre o socialismo de Chávez e verdadeiro socialismo, é que estas estatizações são feitas arrancando as posses da burguesia, e não as comprando. Ao dizer que vai nacionalizar Chávez mais uma vez engana os trabalhadores, usa de um sentimento presente na Venezuela, que é de combate a burguesia e ao imperialismo para fazer de conta que ele não se vende, não se cala. Aí está mais uma prova da traição que representa Chávez, se calou diante do Rei da Espanha, e agora quer pagar o Grupo Santander por ter passado anos extraindo lucros na Venezuela.

            A nacionalização sem indenização do sistema financeiro é uma tarefa que deve ser levada a cabo pelos trabalhadores, e que deve ser parte de um processo revolucionário que tire o poder das mãos da burguesia e coloque nas mãos dos trabalhadores. Chávez não é capaz de fazer isso, pois não quer fazer revolução alguma, pelo contrário, é o principal inimigo dos trabalhadores Venezuelanos.

 

 

 

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