Piñera quer atacar o direito dos estudantes de se manifestarem com medidas fascistas
As manifestações no Chile continuam. Piñera e os manifestantes estavam apostando em encontrarem consensos.
A maioria dos estudantes apostavam na possibilidade de acordos com o governo, porém nos últimos dias abandonaram as negociações e retomaram as mobilizações novamente se concentrando na praça Itália na cidade de Santiago, a capital do país.
As mobilizações já duram cinco meses e ao que tudo indica a possibilidade de acordos são cada vez menores, devido a intransigência do governo que se vê obrigado a atacar o direito dos trabalhadores para continuar dando lucro para burguesia.
Mas Piñera aposta agora na repressão do movimento da forma mais aberta. O governo busca aplicar medidas semelhantes as do fascismo,l criminalizando frontalmente o movimento.
O governo elaborou um projeto que prevê três anos de prisão para invasões a edifícios e repartições públicos, uma medida que visa coibir os estudantes em seu principal método de ação - a invasão de escolas e universidades. Os estudantes já fizeram mais de 200 ocupações desde o inicio das manifestações.
O conjunto de leis fica mais dura para aqueles que forem acusados de agredirem policiais. Ainda proíbe que os manifestantes cubram seus rostos, facilitando a identificação e repressão.
Essas medidas que Piñera aplica, inicialmente atinge os estudantes nas atuais mobilizações, mas ataca o direito de todos os trabalhadores. São medidas que atacam o conjunto dos movimentos sociais e seu direito de se manifestarem contra o governo que prepara outros ataques.
Nessa sentido, toda a população deve se voltar contra essas medidas absurdas aplicadas pelo governo, para evitar que as mobilizações caiam na criminalização como Piñera e vários outros governos esperam fazer com semelhantes medidas.
Os estudantes e toda a população devem seguir se mobilizando para conquistar tanto as reivindicações educacionais, como barrar esse conjunto de leis, e lutar para garantir outros direitos conquistados na luta. É preciso derrotar Piñera e o conjunto da burguesia chilena!
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