Publicado em 31/07/2010

América - latina e Caribe continuam tendo os países mais desiguais do mundo

Em relatório publicado recentemente, o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - divulgou o ranking das nações mais desiguais do planeta. 10 dos 15 países com a maior desigualdade do mundo se localizam em território latino-americano e caribenho.

Este relatório usa um calculo chamado índice Gini que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a renda de todos os indivíduos tem o mesmo valor), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula) *.

O Brasil apresenta o terceiro pior índice empatado com Equador - 0,56 Gini. No topo da lista encontram-se com o mesmo índice de 0,60 Bolívia, Equador e Madagascar; e na segunda posição com 0,59 Haiti, África do Sul e Tailândia.

As contradições sociais são um dos fatores preponderantes para determinar a insatisfação da classe trabalhadora e por consequência as lutas tornam-se constantes e ate mesmo, em algumas, circunstâncias, radicalizadas.

Para amenizar as contradições, burguesia usam as Frentes Populares

Ai se encontra a explicação de que há quase uma década a América - latina e os países do caribe, em sua grande maioria, são comandados por governos de frente-popular, governos que se dizem defender os trabalhadores, mas que na verdade são as continuações dos projetos neoliberais impostos pelo conjunto da burguesia.    

Apesar de serem governos completamente burgueses, e não são governos em disputa, que às vezes tendem a defender os trabalhadores, e outras defendem a burguesia, como dizem parte da “esquerda” reformista.

Esses governos devem ser interpretados na verdade como vitórias distorcidas da classe trabalhadora, que por todas as contradições que existem, lutam contra os arrochos salariais, as precariedades nos serviços públicos; enfim, toda a piora na vida dos trabalhadores, que acaba pressionando a burguesia. E esta por querer perpetuar seu poderio, “compra” líderes populares com o ex-metalúrgico Lula, ou o ex-cocaleiro Evo Morales, e tantos outros atuais presidentes. E quando não consegue trazer para seu lado nenhum representante dos trabalhadores, apóiam lideres que são totalmente burgueses, mas fazendo um discurso “pró-trabalhador” tudo para semear confusão entre os trabalhadores.

O abismo social entre as classes vão continuar a provocar revoluções

A América - latina, o caribe, que por mais de uma década são os palcos das mais duras batalhas da luta de classe, onde a possibilidade dos trabalhadores tomarem o poder já existiu, em diversos processos revolucionários que ocorreram ao longo do século XX, demonstrando que o continente era e continua sendo um dos epicentros da revolução mundial, hoje os governos de Frente Popular são os responsáveis por conterem esses lutas, se tornando a última possibilidade da burguesia se manter no poder. Por isso para lutar contra todas as contradições sociais, a má distribuição de renda, e todos os ataques que a classe trabalhadora é alvo, somente derrotando os governos que se dizem de esquerda e governam para a burguesia.

 

* (www.PNUD.org.br)

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