Publicada em 09/12/2008

EUA: perda de 533 mil empregos em novembro eleva taxa de desemprego a 6,7%

O desemprego nos EUA atingiu 6,7% em Novembro, com o fechamento de 533 mil postos de trabalho no mês passado (o pior balanço em 34 anos), revela dados publicados esta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.

Estes números representam a consolidação de 11 meses consecutivos de redução de empregos na maior economia mundial. Entre Janeiro e Novembro, a crise sacrificou 1,9 milhões de empregos nos Estados Unidos.

Segundo informações das grandes empresas do setor privado americano, a indústria foi um dos setores mais penalizados. No setor de serviços, o mês de Novembro eliminou 370 mil postos de trabalho, a queda mais acentuada dos últimos 25 anos. Com o aumento na taxa de desemprego para os 6,7% da população o indicador fica no nível mais elevado num período de 15 anos. 

Estes dados não são uma exclusividade dos EUA. Em todo o mundo o desemprego vem aumento rápida e assustadoramente. Recentemente no Brasil, por exemplo, a montadora de Automóveis Volvo demitiu 430 empregados e a Vale do Rio Doce fechou mais de 1.300 postos de trabalho, também na Europa as demissões aumentam a cada dia e pelo mundo todo a situação só piora para os trabalhadores.

Diante desta realidade de desemprego crescente e aumento da exploração dos trabalhadores que permanecem empregados a classe trabalhadora vem aumentando e fortalecendo suas lutas, de forma cada vez mais generalizada e radicalizada contra a crise econômica, os governos e os patrões.

Nós do Movimento Revolucionário defendemos que é preciso fortalecer as mobilizações da classe trabalhadora que já estão ocorrendo e impulsionar o conjunto dos trabalhadores a saírem às ruas e lutar. Mas afirmamos que estas lutas precisam e devem assumir um programa claro de enfrentamento com os governos burgueses, contra as demissões, em defesa da estabilidade nos empregos, pelo congelamento dos preços, reajustes salariais e a manutenção de todos os direitos já conquistados.

Também é preciso ter claro que esse programa, absolutamente contrário aos interesses dos grandes empresários e banqueiros do mundo, só pode ser garantido se estiver ligado à luta anticapitalista e em defesa da revolução socialista, da estatização sem indenização do sistema financeiro e das grandes empresas, sob controle dos trabalhadores.

 

 
 
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