Despejados:
Apesar do milionário “Quem quer ser um milionário", atores mirins são despejados pelo governo da Índia e vão ter de viver na rua
Os atores mirins do oscarizado “Quem quer ser um milionário", Rubina Ali e Azharuddin Ismail, são os mais novos sem-teto da Índia.
Depois de participarem da produção britânica que arrecadou US$ 326 milhões, as crianças indianas tiveram suas casas derrubadas pela prefeitura de Mumbai. De acordo com a prefeitura, as moradias foram demolidas por terem sido construídas ilegalmente. Detalhe que a “construção ilegal” tem esgoto a céu aberto, é cercada por lixo e não possui água encanada.
Logo que receberam o Oscar, o governo indiano prometeu dar novas casas às crianças, pois já sabia das suas precárias condições de habitação, mas alega ter atrasado a entrega das novas casas devido às eleições gerais na Índia. Enquanto isso, Rubina, de 8 anos, e Azharuddin, 10, vão ficar vivendo na rua, esperando, sentados, suas novas casas.
É interessante que ONGs internacionais e instituições famosas no mundo inteiro -como a UNICEF- fazem diversas campanhas de denúncia e combate à exploração infantil. Entretanto, suas campanhas não passam de propaganda e conversa fiada, pois diante de um caso absurdo como esse não se manifestam.
A produção britânica filmada na Índia, que teve um orçamento de US$ 15 milhões, não utilizou absolutamente nada de sua arrecadação para reverter a situação lamentável na qual vivem seus protagonistas. Esse caso é, no mínimo, uma situação de exploração do trabalho infantil. Onde estão a UNICEF e seus embaixadores famosos?
Situações como essa nos provam o quanto essas instituições ligadas aos governos, adaptadas ao regime e que sobrevivem de assistencialismo são um projeto falido que não leva a lugar nenhum. Muitas vezes são máquinas de lavar dinheiro, enriquecendo seus funcionários e dando isenção fiscal para seus filantropos. Tudo isso às custas da exploração do trabalho alheio e de enganar quem pensa estar contribuindo com “uma boa causa”.
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