Desemprego entre a juventude bate recorde! São os piores registros mundiais desde o período do pós-guerra.
Já são recorrentes as más notícias em relação ao desemprego ao redor do mundo. Os brasileiros estão acostumados com essa realidade há décadas.
Mas o que soa estranho aos nossos ouvidos são as notícias sobre países como França, Portugal, Espanha, Grécia e até mesmo Alemanha; países antes com índices muito baixos de desemprego, e cuja qualidade de vida era anunciada como um exemplo a ser seguido por todos os outros.
Recentemente, também estes países são fontes seguidas de más notícias. Agora, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou mais uma dessas notícias que espantam todos os trabalhadores.
O desemprego entre a juventude no ano de 2009 bateu recordes somente alcançados durante o período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. O número passou a ser de 11,4 milhões de desempregados ao redor do mundo na faixa etária de 15 a 24 anos. Um aumento de 34,1% em comparação ao ano anterior de 2008, quando o índice já era de alarmantes 8,5 milhões de jovens.
A própria OIT, um dos braços da ONU, interpreta o que significam esses índices, dizendo que essa nova geração que ingressa no mercado trabalho é "uma geração perdida, constituída de jovens que abandonaram o mercado de trabalho e perderam as esperanças de poder trabalhar e ganhar a vida decentemente".
Os reflexos da crise econômica
Os países que incrementaram o número de jovens que hoje saem das escolas e são lançados ao mercado de trabalho, não conseguindo uma vaga, são justamente a dos países ricos, principalmente os europeus.
Os países desenvolvidos aumentaram o número de desempregados em 4,6%, atingindo 17,7% do potencial total da força de trabalho jovem ao final do ano passado; o dado mais alto já registrado.
Mas, mesmo os trabalhadores jovens de países imperialistas sendo bastante afetados nos últimos anos, o desemprego entre a juventude que vive em países em pobres, os chamados países em desenvolvimento, ainda é maior.
O capitalismo não garante perspectiva de vida para a juventude
Todo esse cenário consolida uma realidade em que a juventude desempregada soma-se a outras estatísticas tão conhecidas: a da criminalidade; do tráfico de drogas; e tantos outros reflexos desta sociedade, sem que tenham garantia de qualquer perspectiva. Com isso, diversos problemas vêm junto destes crescentes índices de desemprego.
A crise econômica não acabou. O desemprego entre os países ricos continua confirmando essa afirmação. Os direitos estão em processo de flexibilização.
No próximo período, devem ser estes os motivos pelos quais os trabalhadores ao redor do mundo todos estarão lutando: manter sua aposentadoria, seu 13º salário, suas férias, etc. Sem citar a questão do arrocho salarial, porque, mesmo em períodos fora das crises, ele já era bastante alto.
Todos os trabalhadores estão sendo atingidos pela crise através da qual o capitalismo arrasta toda humanidade. Os mais velhos se encaminham para trabalhar até a morte, já que estão acabando com a aposentadoria. Os trabalhadores têm seus direitos atacados e seus salários arrochados e também engrossarão as filas dos desempregados.
E, para a juventude, todos os anos que passam, trazem consigo menos perspectivas de um futuro melhor.
VOLTAR |