Publicada em 08/12/2009

                       Só no papel: Rodada de Doha discute o combate à miséria

            Aconteceu recentemente a Rodada de Doha, onde os governos de alguns países ditos emergentes elaboram um plano de combate à pobreza. Os responsáveis por lançar esse pedido foram os presidentes de Brasil, Índia e Indonésia. Até agora, de concreto, nada foi feito.

            Essa discussão ocorre durante uma das maiores crises do capitalismo, quando milhares de trabalhadores perdem seus empregos, sendo a miséria uma crescente dentro da sociedade.

            Basta olhar para o que estes governos fazem nos seus países para ver que não passa de jogo de cena. O governo Lula, por exemplo, resume-se a promover medidas assistencialistas. Entretanto, o “combate à pobreza” de Lula tem uma finalidade bem clara: as eleições em 2010. É para isso que serve o bolsa família, bolsa escola, etc. Sem falar na verba reduzida destinada a esse tipo de assistência. Hoje, tudo o que o capitalismo oferece são migalhas aos trabalhadores.

Puro teatro para atacar os trabalhadores

            A rodada de Doha surgiu em 2001, sendo um fórum da Organização Mundial do Comércio e que engloba 153 países. A proposta do evento é debater a diminuição das barreiras comerciais, incentivando o chamado livre comércio.

A rodada de Doha surgiu para tentar moralizar o neoliberalismo, pois de conteúdo tem as mesmas propostas e medidas: a privatização, a proliferação de multinacionais e, por conseqüência, a retirada de direitos e aumento da miséria entre os trabalhadores.

            Tentar vender a idéia de que um fórum como esse, de maior importância à burguesia, possa conceder benefícios à classe trabalhadora, é mera ilusão. Os governantes dos países pobres propõem esses acordos de “conciliação” sabendo disso, pois são capachos do imperialismo e do FMI.

Que os trabalhadores governem

            Quando a burguesia juntamente com os governos criou esse fórum, seu intuito era acabar com ele já em 2004. Porém, é graças a esta unidade entre o Imperialismo e suas semicolônias que vem sendo possível implementar uma enxurrada de ataques, dando a Doha uma “sobrevida”.

            Os trabalhadores sequer reconhecem este fórum, tamanha sua inutilidade. As lutas no mundo todo apontam um caminho, e somente por este caminho é possível um combate conseqüente à miséria. No que depender dos governos, o capitalismo sairá dessa crise sobrecarregando como nunca os trabalhadores, colocando todas as despesas nas suas contas.

            Das lutas devem surgir organismos de classe, comandos de base, para levá-las num sentido de ruptura com o capitalismo. Os trabalhadores devem dar as costas aos fóruns da burguesia! É hora de ampliar as lutas e a organização dos trabalhadores!

 

 

 

 

    

 

 

 

 

 

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