Publicado em 16/02/2008
Quem ocupará o cargo de assassino Nº1 do Mundo?
Após a Super-Terça começa a se definir os candidatos à presidência dos EUA

Depois da Super Terça (onde delegados de 24 estados votaram nas primárias do partido Republicano e Democrata) começam a se definir os prováveis candidatos de ambos os partidos à presidência dos EUA. Pelo partido Republicano já está quase certo que o candidato seja John Mc-Cain, que inclusive já conta com o apoio de Mitt Romney que abandonou a disputa das prévias, fruto de seus poucos votos por parte dos delegados republicanos. Dou outro lado, entre os democratas segue a disputa entre Hillary Clinton e Barack Obama, segundo as últimas pesquisas Obama está à frente de Hillary por pouquíssimos votos de diferença. Nas pesquisas, que simulam os possíveis enfrentamentos de Democratas e Republicanos, o resultado apontado é vitória dos Democratas sobre o Republicano McCain (McCain 45% X 46% Hillary, McCain 42% X 48% Obama).

            A conclusão que podemos tirar dessas pesquisas é que a população dos Estados Unidos está cansada da política de George W. Bush, que hoje é claramente defendida por McCain a qual Bush já anunciou apoio. O triste disso é que quem acaba captando todo esse sentimento existente entre os trabalhadores é o partido Democrata, que por mais que tente aparecer como diferente de Bush, é a mesma coisa: A senadora Hillary Clinton é também defensora da guerra no Iraque, e Barack Obama só não votou a favor dessa guerra porque não era senador na época. Esse é o fato: Independente de quem forem os candidatos à casa Branca, os trabalhadores nos EUA não têm alternativa alguma contra a política genocida, assassina emanada da casa Branca, e que só serve aos burgueses.

A Guerra no Iraque é usada como jogo político para ganhar votos
As eleições nos EUA são um jogo de cartas marcadas

            Ao declarar de forma mascarada seu apoio à McCain, Bush disse que: “O que está em jogo é a paz. Por isso em nossa forma de ver o mundo e com fé em nossos valores, seguiremos em frente, lutando pela vitória”. Como todos já estão cansados de saber esses valores são aumentar ainda mais a exploração dos trabalhadores no mundo todo, mesmo que o preço disso sejam as Guerras como a do Iraque que já mataram milhões de pessoas, mesmo que para dominar poços de petróleo e riquezas de outros países seja necessário jogar ainda mais trabalhadores na miséria.

             Obama, tentando fazer de conta que é contra a guerra no Iraque, intimou o senador McCain para um debate sobre o tema. Agora que se vê com chances de ganhar a disputa eleitoral, Obama começa a aprofundar ainda mais seus discursos mentirosos, como se fosse contra essa guerra. Por mais que quisesse ser contra, ele é incapaz disso, pois os grandes empresários que estão financiando sua campanha são os que mais necessitam dessa guerra. Não é a toa que Obama é o mais bem cotado entre a população de alta renda, que junto com os grandes empresários são os que mais se beneficiam a custo da morte de trabalhadores em outros cantos do mundo.

            A solução para terminar com esta guerra não está nem em McCain, nem em Hillary e muito menos em Obama. A única saída real para dar fim a isso, é o apoio de todos os trabalhadores do mundo, e principalmente dos EUA, a resistência heróica do povo Iraquiano. Somente a luta contra o exército assassino dos EUA é possível acabar com esta guerra, e não com as eleições burguesas, que nos EUA, mais do que em qualquer do mundo, são um verdadeiro jogo de cartas marcadas.

É necessário derrotar o Imperialismo!

Independente de quem for o próximo presidente dos EUA uma coisa é certa: Os ataques aos trabalhadores do mundo todo vão aumentar ainda mais. Pois cai no colo do próximo presidente a tarefa de aumentar a exploração em outros países, e ampliar suas colônias ao redor do mundo. Mas ao mesmo tempo em que precisam fazer tudo isso, do outro lado, quem é explorado pelo imperialismo, não agüenta mais essa política dominadora, que rouba dinheiro através das dívidas externas, que ocupa militarmente outros países em busca de riquezas.

            Cresce o repúdio ao governo de Bush no mundo todo, e nos EUA ele já conta com a desaprovação de cerca de 70% da população. E esse repúdio se expressa em todas as lutas contra o imperialismo, que tem no Iraque a maior prova de que não só é necessário como é possível derrotar o imperialismo. Por isso a única forma de acabar com a guerra no Iraque e com Imperialismo é com uma Revolução Socialista nos EUA e no mundo todo. E para que os trabalhadores dos EUA tenham uma alternativa aos dois blocos, Democratas e Republicanos é necessária a construção de um grande Movimento Revolucionário para levar essa tarefa até o fim.

 

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