Publicado em 14/12/2010

FMI e UE emprestam 85 bilhões de euros à Irlanda...

e governo já inicia ataques para pagar a dívida!

O país que já foi chamado de “tigre celta”, devido aos índices de crescimento dignos dos tigres asiáticos, é mais um entre os brutalmente atingidos pela crise econômica, juntando-se a Portugal, Grécia, Espanha e Itália.

A economia do país se encontra arrasada. A Irlanda atingiu déficit público de 32% em relação ao seu PIB, ou seja, o governo gasta 32% a mais do que toda a riqueza gerada no país. O preestabelecido pelo Pacto de Estabilidade da zona do euro é de 3%.

Nestas últimas semanas foi aprovado pelo FMI e União Européia o empréstimo de 85 bilhões de Euros para salvar a economia do país, em um plano que irá liberar os recursos entre 3 e 7 anos. O empréstimo, de 5,8% de juros ao ano, servirá para reerguer o sistema bancário irlandês -que em parte será nacionalizado- e “reestruturar” as contas públicas. O governo ainda destinará parte dos recursos para um fundo de emergência, caso as medidas tomadas não sejam suficientes para reverter a crise.

O empréstimo é originário de três fontes: FMI -que concedeu 22,5 bilhões de Euros-; União Européia -45 bi-; e o próprio governo irlandês -17,5 bi (retirado dos fundos de aposentadoria)-.

        Para receber toda essa “ajuda” o governo irlandês teve que se comprometer com os planos de austeridade ditados pelo imperialismo. Para reerguer as economias da burguesia na Irlanda, o governo prometeu um corte de 15 bilhões de euros nos gastos públicos.

Demitirá ainda 24.750 funcionários públicos; reduzirá o valor por horas trabalhadas no salário mínimo -de 8,65 euros para 7,65-. Tudo isso combinado ao aumento de impostos.

Os trabalhadores já estão demonstrando sua insatisfação diante das medidas. 100 mil trabalhadores foram às ruas na capital Dublin, no dia 27 de novembro, dizer que os trabalhadores não vão pagar pela crise criada pelos ricos! Esse foi só um ensaio geral das manifestações que estarão por vir.

Com as medidas da burguesia imperialista para a Irlanda, o país se torna outro cenário para as massivas lutas da classe trabalhadora contra os planos dos exploradores.

FMI e União Européia já anunciam que os próximos países a entrarem nos planos ditados pelo imperialismo são Portugal, Espanha, Itália. Enquanto isso, os trabalhadores se somam à luta e adquirem cada vez mais experiência para derrotar definitivamente a burguesia e seus planos, que só podem levar a humanidade a mais desemprego e miséria.

 

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