Mobilização contra as transnacionais
incendeia a luta de classes no Equador
O mês de junho foi marcado por grandes mobilizações dos trabalhadores mineiros do Equador. Isto se deve ao fato de que o governo frente populista de Rafael Correa quer ceder 13 mil hectares as empresas transnacionais dos EUA e Canadá, enquanto a população continua afundada na miséria. Assim como em outros países da América Latina, os trabalhadores do Equador tomaram as ruas para se enfrentar diretamente contra o imperialismo e suas empresas que sugam e exploram os recursos naturais dos países pobres.
Apesar das direções das centrais sindicais pelegas se mostrarem bastante “surpresas” com a repressão aos protestos de um governo dito “de esquerda”, as massas de explorados não se intimidaram perante as agressões e partiram para a ofensiva. No dia 27 de junho o governo de Correa mandou a polícia equatoriana reprimir os manifestantes que, mesmo com as adversidades, seguiram mobilizados. O conflito acabou com 14 dirigentes presos e mais de 30 homens e mulheres feridos.
O presidente equatoriano Rafael Correa – um pupilo de Hugo Chávez que, assim como seu mestre, defende o chamado “Socialismo do Século 21” – se elegeu com amplas expectativas de mudança por parte dos trabalhadores e já começa a demonstrar de que lado está e qual o tipo de “socialismo” defende. Tal como Chávez e Morales, Correa privilegia a relação com as transnacionais e multinacionais do imperialismo em detrimento dos interesses dos trabalhadores. Também não é pra menos: como todos os governos de frente populares, Rafael Correa se elegeu com o apoio de setores da burguesia de seu país. Não existe “meio termo” quando se trata da luta de classes: ou se está do lado dos trabalhadores, ou se está do lado da burguesia. Correa e os demais protagonistas do “Socialismo do Século 21” já demonstraram de que lado estão.
Os trabalhadores mineiros do Equador devem impulsionar mais lutas e mobilizações no resto do país, pois como já está claro, as eleições burguesas não mudam a vida de ninguém. Além disso, devem ocupar fábricas, terras e fazer greves para garantir a soberania do país e uma vida digna para a população. Assim, nem o imperialismo com as suas transnacionais e muito menos o governo fantoche de Correa irão ter forças suficientes para derrotar os trabalhadores.
- Liberdade imediata a todos os presos no confronto com as transnacionais e o governo de Rafael Correa;
- Nacionalização de todas as transnacionais sob controle dos trabalhadores;
- Nenhuma confiança no governo de Rafael Correa – o capacho das transnacionais e do imperialismo –, que os trabalhadores governem por meio dos seus organismos de luta.