Escola do terror! Ensinado pelos EUA, Iraque tem 30.000 presos sem julgamento e sob tortura.
Depois de Obama, hipocritamente, anunciar o fim das operações militares das tropas americanas no Iraque, mas manter 50 mil soldados ocupando o país, agora descobrimos o que os americanos estão ensinando às tropas iraquianas: tortura e terrorismo de Estado.
Hoje, há em torno de 30.000 pessoas presas sem terem sido julgadas nas prisões iraquianas, nas quais as confissões são obtidas sob tortura. Quem afirma isso é a Anistia Internacional, entidade imperialista insuspeita no que se refere a denunciar crimes de seus próprios aliados. A mesma entidade aponta as forças americanas como responsáveis por essa situação.
"As forças de segurança iraquianas são responsáveis pelas violações sistemáticas aos direitos dos presos (...) e por toda impunidade", afirmou em um comunicado Malcolm Smart, diretor para Oriente Médio da organização de defesa dos direitos humanos, sediada em Londres.
Nesse relatório de 56 páginas, intitulado "Nova Ordem, Mesmos Males: Prisões Ilegais e Tortura no Iraque", a Anistia detalha centenas de casos de prisões arbitrárias, ocorridas muitas vezes há diversos anos, de torturas e de desaparecimento de detidos.
Quer dizer: os americanos prenderam, torturaram, tiraram as famosas fotos de Abu Ghraib, com prisioneiros pelados sendo humilhados e ameaçados de serem dados como comida a cães famintos. E, por sua vez, os iraquianos aprenderam bem direitinho, continuando o serviço. Para garantir que não esqueçam seus “deveres”, nem percam a “técnica” ensinada, Obama providenciou que 50 mil soldados sigam no país, para “assessoria e treinamento”.
A Anistia conta, entre outras, a história de Ryad Mohamed Saleh al-Uqabi, preso em setembro de 2009.
"Durante seu interrogatório, foi espancado com tal violência que teve as costelas quebradas e danos no fígado", indica o relatório. "Morreu em 12 ou 13 de fevereiro devido a uma hemorragia interna. Seu corpo foi entregue a sua família algumas semanas depois. A certidão de óbito indica que morreu após parada cardíaca".
Os estupros, ameaças de estupro, os golpes dados com cabos ou com tubos, as descargas elétricas, as unhas dos pés arrancadas com pinças e as mutilações com furadeiras, são algumas das formas de tortura empregadas nas prisões iraquianas, segundo a Anistia Internacional.
Essas práticas ocorrem para obter confissões, que permanecem sendo a prova preferida da Justiça iraquiana, afirma a organização.
Estes fatos são reveladores de que a verdadeira libertação dos trabalhadores iraquianos está muito longe de ser alcançada, e que tampouco será obtida com a saída das tropas de ocupação. A expulsão de cada um dos milhares de americanos ainda presentes no país é uma necessidade urgente, mas é preciso combinar esta luta com a expulsão dos colaboracionistas iraquianos também.
Os empresários, empreiteiros, burocratas e burgueses em geral que se beneficiaram com a presença dos EUA no país, a despeito do massacre de seu povo, são tão inimigos dos iraquianos quanto os invasores imperialistas.
É fundamental continuar a guerra de libertação através da luta para derrubar o governo fantoche do Iraque, expulsar as tropas de ocupação e construir um governo de fato dos trabalhadores iraquianos, por um Iraque livre, laico e anti-imperialista.
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