Obama esconde tropas dos Estados Unidos no Iraque, mas não retira os soldados.
No dia 30 de Junho, as tropas norteamericanas se retiraram das cidades e vilas iraquianas para se instalarem nas regiões próximas à área urbana do país. Esta movimentação do exército americano para regiões próximas às cidades iraquianas é mais uma enganação de Obama. É parte do plano que o governo dos EUA apresentou para a retirada das tropas de invasão do país até 2012. Mas, na verdade, não retiram tropa nenhuma: apenas as escondem
A retirada das tropas americanas do Iraque foi um dos centros da última eleição norteamericana, pois a população dos EUA, que já não suporta mais ver seus filhos e parentes sendo mortos pela força da resistência iraquiana, ao mesmo tempo em que cresce a luta contra a invasão por parte da população do Iraque. Somada ao grande repúdio da população mundial à invasão americana ao Iraque, os EUA já não conseguem mais sustentar politicamente sua guerra de dominação.
Assim, Obama fez do fim da Guerra do Iraque, que já dura seis anos, uma de suas principais promessas em sua plataforma eleitoral. Mas, durante a campanha, o presidente americano prometia a retirada imediata das tropas, e, após eleito, só o que tem feito é prometer prazos cada vez mais longos para o fim do conflito, e promover movimentação de suas tropas pelo território iraquiano.
O fim da invasão ficou apenas no discurso do candidato, pois o presidente mantém a invasão do país árabe assim como fazia George Bush.
Além disso, Obama já anunciou que os soldados que saírem, e se saírem, do Iraque serão mandados para a invasão do Afeganistão pelo Estados Unidos, que já dura mais tempo que a própria invasão do Iraque. Isso porque, contagiados pela força da resistência iraquiana, os afegãos estão voltando a radicalizar sua resistência, e Obama teme que assim como no Iraque, no Afeganistão seu exército leve outra surra da resistência.
Podem se esconder, mas vão ter que fugir
Parodiando o ditado que diz que "podem fugir, mas não podem se esconder", as tropas dos EUA, que estão sendo derrotadas pela população que resiste no Iraque, pode se esconder longe das zonas urbanas, mas vai ter que também fugir do país se quiser ficar livre da reação popular.
Um atentado no dia da ida das tropas americanas para o interior do país invadido mostrou que a resistência segue viva e está ainda mais forte. A explosão de um carro-bomba em um movimentado mercado matou pelo menos 4 soldados americanos, num bilhete de despedidas de mais uma fase da resistência e início de outra.
No dia 20 de junho, Kirkuk já havia sido cenário de outro ataque, no qual pelo menos 73 pessoas, entre elas diversos soldados, morreram e outras 180 ficaram feridas, devido à explosão de um caminhão-bomba em um mercado situado em uma zona de população de maioria turcomana. Mesmo com milhares de soldados americanos nas cidades iraquianas, a situação seguiu fora de controle para os EUA. Por isso, as tropas hoje estão se escondendo.
A movimentação das tropas americanas para fora das cidades em nada significa uma retirada ou o fim da invasão. Obama faz isso para iludir aqueles que exigem o fim da guerra no Iraque, mentindo que está “iniciando a desocupação” com esta medida. A única coisa que ele está fazendo é posicionar suas tropas em regiões periféricas das cidades, mas a invasão do Iraque segue existindo e nenhum soldado irá retornar para os EUA, e nem mesmo a violência de suas tropas contra os iraquianos irá diminuir.
Os iraquianos precisam aumentar a resistência, lutar com mais força contra os invasores norteamericanos, e pela libertação de seu país. Porém sua resistência deve também ser contra o exército de seu próprio país, que foi treinado e financiado pelos EUA para garantir o controle do imperialismo sobre o país. O governo, que assumiu o poder com o aval dos EUA no Iraque, é completamente comprometido com uma política e economia submissas ao imperialismo, e seu exército nacional foi consolidado para garantir que isso ocorra.
E é em função dessa relação combinada entre EUA e Iraque, que também a resistência deve se dar e acentuar nos dois países. Os trabalhadores americanos também devem sair às ruas e lutar, para impôr o fim da guerra. Obama não quer e não pode acabar com a invasão do Iraque, pois seu compromisso é com a burguesia que necessita da invasão do Iraque para obter o petróleo e os recursos que financiam a sua produção.
Por isso, é uma necessidade dos trabalhadores dos EUA lutar contra o governo de Obama e sua política de manutenção das guerras no Oriente Médio, para que se imponha a retiradas das tropas e o fim da guerra no Iraque, além da conquista de emprego, salário e investimentos para os trabalhadores dos EUA, hoje vítimas da crise e cujo dinheiro financia a ocupação iraquiana.
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