Publicado em 15/09/2010

Fatah traidor: grupo palestino vendido faz mais uma das suas, e aceita negociar com os terroristas sionistas.

Sob o patrocínio do governo imperialista de Obama e de sua secretária de Defesa, Hillary Clinton, Israel tenta derrotar por meios diplomáticos a luta palestina, já que, pelas armas, vem perdendo força. Nesta guerra suja, disfarçada de “negociação”, Irsael e os EUA selecionaram o setor mais vendido e traidor do lado palestino, a organização Fatah, que submissamente “governa” a Cisjordânia sob as ordens de Israel, após ter assumido o governo num golpe contra o Hamas, ganhador das eleições.

Entre os absurdos da “proposta” está a legalização da ocupação de Jerusalém. A “divergência” é que Israel quer tomar conta da parte oeste e mais da metade da parte leste também, enquanto o Fatah quer a parte leste inteira - que ousadia!

Obama, por sua vez, projeta que a cidade ficaria em "regime especial" para administração dos locais sagrados.

Por um lado, a admissão por parte de dirigentes importantes do Estado racista israelense de abrir mão de parte de Jerusalém é um sinal de sua fraqueza. Faz parte da própria concepção sionista que embasa o Estado teocrático e fanático religioso de Israel, que eles sejam o povo escolhido e que tenham o direito divino sobre a terra da Palestina. Assim, para que fundamentalistas deste tipo admitam ceder um palmo que seja, já é uma prova que a resistência está vencendo a luta.

Porém, quando o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, fala em “dividir” Jerusalém, sua idéia é a de legalizar a ocupação e roubo de terras feitos desde 1948 pelos sionistas e continuados todos os dias, com o aumento dos assentamentos de colonização, impostos por Israel como parte de seu plano de limpeza étnica dos palestinos.

O golpista Mahmoud Abbas, autointitulado presidente palestino, negocia com o presidente israelense Netanyahu, e ambos concordaram em assinar um tratado de paz para "colocar fim ao conflito e à possibilidade de qualquer reivindicação futura". Isso é um escândalo, pois representa a rendição definitiva de um grupo que já pegou em armas para destruir o Estado ilegítimo de Israel e que, hoje, é pago pelos sionistas para matar seu próprio povo.

Os israelenses querem nada mais nada menos que "Jerusalém Ocidental e 12 bairros judaicos” na parte oriental, que até a ONU entende ser dos palestinos.  Israel roubou na guerra de 1967 a parte oriental de Jerusalém, que estava sob controle da Jordânia, e depois a anexou, numa ação não reconhecida internacionalmente.

O plano exposto é muito similar ao negociado em 2000 na cúpula de Camp David, quando Barak era chefe de governo. O acordo fracassou após Barak rejeitar o retorno de todos os refugiados palestinos desde a criação em 1948 do Estado de Israel. Isso prova que novamente um “acordo” só será possível com a humilhação final dos palestinos, o que nunca se poderá aceitar.

Protestos contra a traição.

Centenas de palestinos participaram na cidade palestina de Ramallah, na Cisjordânia, de uma manifestação em protesto às negociações de paz. Os manifestantes foram convidados à marcha pela Coalizão Palestina Contra as Negociações Diretas, que se opõe a um diálogo de paz "realizado sob as condições impostas pelos EUA e Israel para conseguir seus próprios interesses", segundo informou a organização.

A coalizão conta com o apoio de ONGs, movimentos sociais e várias facções palestinas, entre elas a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), a Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP), o Partido do Povo Palestino (PPP) e a Iniciativa Nacional Palestina (INP). A FPLP e a FDLP, supostamente marxistas, são especialmente importantes nestas manifestações, porque, apesar de suas capitulações e oportunismo, são expressão de uma ruptura dentro da OLP e do isolamento do Fatah.

Há uma luta intensa e radical nos territórios palestinos ocupados e os trabalhadores estão na ofensiva. Assim, Israel já foi obrigado a fugir da Faixa de Gaza e do sul do Líbano. E, ao mesmo tempo em que Israel e os EUA se fragilizam, as organizações palestinas também precisam se adaptar à realidade insurrecional de sua base. O Hamas se obrigou a adotar um discurso de maior enfrentamento, e por isso ganhou as últimas eleições. O Fatah, por sua vez, perdeu a compostura e resolveu se vender à luz do dia.

O resultado é a possibilidade de, finalmente, derrotar o Fatah e  seus planos entreguistas, e unificar os palestinos sob uma luta e programa comuns, pelo fim de Israel, e por uma Palestina única, laica, não racista e dos trabalhadores.

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