Publicado em 14/02/2009

GREVE GERAL NA FRANÇA MOSTRA REAÇÃO À CRISE!
No berço do capitalismo, trabalhadores lutam contra patrões e governos!

O mês de fevereiro começou com mais radicalização e aumento das lutas tos trabalhadores no mundo inteiro, principalmente na Europa. Quanto maior fica a crise econômica, maiores são as lutas dos povos contra seus governos, e em defesa do emprego e dos direitos.

A França protagonizou a maior greve geral dos últimos 20 anos. Rádios, escolas, transportes, hospitais, correios... Tudo parou no enorme ato contra o presidente Nicolas Sarkozy  e sua política de salvar os bancos e grandes empresas da crise, jogando seus efeitos sob os trabalhadores. Segundo os sindicatos franceses, cerca de 2,5 milhões de pessoas participaram da greve geral, que conta com o apoio de quase 70% da população.

A luta contra a política dos governos, de gastar montanhas bilionárias de dinheiro para salvar banqueiros e grandes empresários,  ao mesmo tempo em que demitem milhões de trabalhadores,  tomou conta do continente europeu. Em vários países,  as bandeiras e palavras - de - ordem eram as mesmas: contra os efeitos da crise econômica e o governo,  e em defesa do emprego.

No Reino Unido, Islândia, Grécia e Bulgária as mobilizações foram generalizadas,  e várias delas acabaram com enfrentamento contra  a polícia, sempre acionada nestes momentos para impedir os protestos.

Segundo a seguradora americana Aon Corp, que anualmente analisa o risco de instabilidade política no mundo, oito países europeus estariam hoje mais ameaçados de sofrer algum tipo de convulsão política: Estônia, Grécia, Hungria, Letônia, Lituânia, Eslováquia, Eslovênia e Islândia. Justamente, onde a crise está chegando com mais força e os governos são mais frágeis.  É claro que este tipo de "análise" é superficial, e não corresponde a um estudo mais científico e sério da correlação de forças das classes em luta nesses países, mas, de todo modo, expressa de maneira aproximada a realidade que todos reconhecem: a crise econômica já dá sinais de crise social em muitos lugares. 

Na Islândia, o governo foi derrubado pelo movimento de massas em função da crise.  Este fato, por si só, já comprova a gravidade da crise sobre as instituições européias. 

Na Espanha, em Zaragoza, uma marcha de 25 mil trabalhadores foi realizada contra o desemprego, que já atinge 14% da população. Na Rússia também houve protestos intensos, e esse cenário só aumenta e contagia outros países .

O Socialismo cada vez mais vivo

Ao mesmo tempo em  que governos e suas entidades discutiam os rumos da crise no Fórum Social Mundial, no Pará, e a burguesia mostrava seu desespero no Fórum de Davos, na Suíça, os trabalhadores europeus mostravam o único caminho capaz de vencer a crise econômica, derrotar a anarquia do sistema capitalista e construir o socialismo como alternativa. As lutas nas ruas, com greve geral e enfrentamento com a polícia e a ordem que defende os burgueses responsáveis pela crise devem ser multiplicadas pelo mundo afora.

Durante anos, os imperialistas puderam vender a imagem de que,  no 1º mundo,  o capitalismo havia dado certo;  que existia emprego e renda para todos, graças  à super-exploração dos países semi-coloniais. Agora, exatamente esses países,  representam o centro do início da resistência das massas contra a crise econômica.

Junto com o mito neoliberal de que o mercado livre se auto-regula, agora cai um novo mito, de que o trabalhador europeu não tem motivo para lutar pelo socialismo. Mais do que nunca, a  História mostra que a luta socialista e revolucionária segue viva e está presente em todas as manifestações contra os efeitos do capitalismo sobre a classe trabalhadora.   

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