GREVE GERAL NA FRANÇA MOSTRA REAÇÃO À CRISE!
No berço do capitalismo, trabalhadores lutam contra patrões e governos!
O mês de fevereiro começou com mais radicalização e aumento das lutas tos trabalhadores no mundo inteiro, principalmente na Europa. Quanto maior fica a crise econômica, maiores são as lutas dos povos contra seus governos, e em defesa do emprego e dos direitos.
A França protagonizou a maior greve geral dos últimos 20 anos. Rádios, escolas, transportes, hospitais, correios... Tudo parou no enorme ato contra o presidente Nicolas Sarkozy e sua política de salvar os bancos e grandes empresas da crise, jogando seus efeitos sob os trabalhadores. Segundo os sindicatos franceses, cerca de 2,5 milhões de pessoas participaram da greve geral, que conta com o apoio de quase 70% da população.
A luta contra a política dos governos, de gastar montanhas bilionárias de dinheiro para salvar banqueiros e grandes empresários, ao mesmo tempo em que demitem milhões de trabalhadores, tomou conta do continente europeu. Em vários países, as bandeiras e palavras - de - ordem eram as mesmas: contra os efeitos da crise econômica e o governo, e em defesa do emprego.
No Reino Unido, Islândia, Grécia e Bulgária as mobilizações foram generalizadas, e várias delas acabaram com enfrentamento contra a polícia, sempre acionada nestes momentos para impedir os protestos.
Segundo a seguradora americana Aon Corp, que anualmente analisa o risco de instabilidade política no mundo, oito países europeus estariam hoje mais ameaçados de sofrer algum tipo de convulsão política: Estônia, Grécia, Hungria, Letônia, Lituânia, Eslováquia, Eslovênia e Islândia. Justamente, onde a crise está chegando com mais força e os governos são mais frágeis. É claro que este tipo de "análise" é superficial, e não corresponde a um estudo mais científico e sério da correlação de forças das classes em luta nesses países, mas, de todo modo, expressa de maneira aproximada a realidade que todos reconhecem: a crise econômica já dá sinais de crise social em muitos lugares.
Na Islândia, o governo foi derrubado pelo movimento de massas em função da crise. Este fato, por si só, já comprova a gravidade da crise sobre as instituições européias.
Na Espanha, em Zaragoza, uma marcha de 25 mil trabalhadores foi realizada contra o desemprego, que já atinge 14% da população. Na Rússia também houve protestos intensos, e esse cenário só aumenta e contagia outros países .
O Socialismo cada vez mais vivo
Ao mesmo tempo em que governos e suas entidades discutiam os rumos da crise no Fórum Social Mundial, no Pará, e a burguesia mostrava seu desespero no Fórum de Davos, na Suíça, os trabalhadores europeus mostravam o único caminho capaz de vencer a crise econômica, derrotar a anarquia do sistema capitalista e construir o socialismo como alternativa. As lutas nas ruas, com greve geral e enfrentamento com a polícia e a ordem que defende os burgueses responsáveis pela crise devem ser multiplicadas pelo mundo afora.
Durante anos, os imperialistas puderam vender a imagem de que, no 1º mundo, o capitalismo havia dado certo; que existia emprego e renda para todos, graças à super-exploração dos países semi-coloniais. Agora, exatamente esses países, representam o centro do início da resistência das massas contra a crise econômica.
Junto com o mito neoliberal de que o mercado livre se auto-regula, agora cai um novo mito, de que o trabalhador europeu não tem motivo para lutar pelo socialismo. Mais do que nunca, a História mostra que a luta socialista e revolucionária segue viva e está presente em todas as manifestações contra os efeitos do capitalismo sobre a classe trabalhadora.
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