O Imperialismo europeu aumenta perseguição aos trabalhadores imigrantes
A crise no coração do Imperialismo segue demonstrando sua proporção, onde não bastando aumentar a taxa de juros nos quatro cantos do mundo. Para a burguesia seguir aumento sua taxa de lucros, já começam os ataques à classe trabalhadora, não só nos países periféricos, mas também nos países ricos. As bolsas de valores de todo o mundo seguem oscilando, ora em baixa, ora apresentando ligeiras recuperações. O preço do petróleo continua aumentando e por tabela aumentam os preços dos produtos que os trabalhadores consomem. Como resposta as lutas pelos direitos mais básicos, como alimentação, vêm ganhando uma proporção cada vez maior. Estas lutas se espalham por vários países, onde os trabalhadores se revoltam com a escassez e principalmente com a alta dos preços dos alimentos, e no Brasil o mesmo acontece, onde os preços dos alimentos básicos sobem três ou quatro vezes acima da inflação e os mais atingidos são os trabalhadores mais pauperizados.
Assim como em todas as crises, já que sempre que existiram crises deste tipo, os países ricos acabam a empurrando para países subdesenvolvidos, ou seja, não atacam os trabalhadores do próprio país, mas usam as empresas e os governos afiliados que existem nos países periféricos, para atacar os trabalhadores. A classe trabalhadora, por sua vez, responde a altura: Revolução de 2001 na Argentina; na Bolívia em 2003 e etc.
Diante da resposta da classe trabalhadora pelo mundo o Imperialismo, então, se vê obrigado a atacar seus próprios trabalhadores, o que acaba se concretizando, por exemplo, no aumento da carga horária de trabalho que tenta implementar na França e a flexibilização dos direitos trabalhistas, principalmente da juventude francesa; O projeto de Constituição Européia, que acaba com a autonomia dos países e faz com que as potências da União Européia direcionem politicamente a seu favor todo o bloco, etc.
Outra medida que está demonstra o tamanho da crise é a perseguição aos trabalhadores estrangeiros que a UE quer tornar mais dura. Após ter endurecido e dificultado a entrada nos países da UE e dos EUA, agora a UE quer aprovar que todos estrangeiros ilegais que forem encontrados nos países poderão ficar até um ano e meio presos, sem receber qualquer assistência, mesmo da embaixada, sem nenhum contado com sua família ou qualquer pessoa de sua nacionalidade! E essa medida não representa somente um ataque aos trabalhadores imigrantes, mas também aos trabalhadores dos próprios países da UE, pois a burguesia quer que as funções que hoje são preenchidas por estrangeiros ilegais, muito mal pagos e gerando lucros exorbitantes aos burgueses, sejam assumidas por trabalhadores do próprio país sem que o valor recebido pelo trabalho seja aumentado, ou seja, com essa medida, extraditando os estrangeiros e com o crescente desemprego nos países ricos, à classe trabalhadora será ainda mais explorada com a oferta de empregos com baixo salário e péssimas condições.
A classe trabalhadora cada vez mais desperta para a luta e se coloca contra os ataques da burguesia, o não irlandês à constituição européia, as lutas na França, e etc. O exemplo de Barack Obama, nos estados unidos, que com seu discurso de "mudança" demonstra que a burguesia, para atacar a classe trabalhadora, precisa usar uma retórica que soe bem aos ouvidos dos trabalhadores, e que não agrade alguns setores que antes apoiavam medidas de direita. A experiência dos trabalhadores com suas direções traidoras avança a cada dia, assim como a crise do capitalismo. O que fica claro para a classe trabalhadora é que a única saída para a crise está na sua luta e organização, pois se depender da burguesia e dos governos capitalistas serão os trabalhadores quem irão pagar pato. Somente derrotando o capitalismo, através de uma revolução, que coloque a classe trabalhadora no poder em todos os países do mundo a partir de suas organizações democráticas, será possível acabar com a miséria e a exploração.
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