Publicada em 08/11/2007


Centenas de Estudantes protestam contra
a Reforma Univesitária de Sarkozy na França

Centenas de estudantes franceses protestaram nesta quinta feira, dia 8 de novembro, contra as reformas do presidente Nicolas Sarkozy pelas ruas de Paris. As faixas traziam frases como: "Juntos tudo é possível" e "Cultura de graça, educação pública", entre outras.

O governo francês já enfrenta a ameaça de grandes paralisações dos trabalhadores na semana que vem por causa dos planos de reforma previdenciária. E agora os estudantes se somaram a luta dos trabalhadores e começaram a ocupar prédios de faculdade para protestar contra a reforma universitária, que já foi aprovada.

A ministra da educação da França demonstrou o temor do governo com a massificação dos protestos e a unidade dos trabalhadores e estudantes declarando que "Para cada folheto distribuído hoje nas universidades há quatro em solidariedade aos movimentos dos trabalhadores", disse a ministra da Educação Superior, Valerie Pecresse, temendo uma paralisação nacional.

A França foi alvo de fortes protestos estudantis em 2006, quando o então premiê Dominique de Villepin foi derrotado pelos estudantes e trabalhadores, que o obrigaram a retirar o projeto que alterava a legislação trabalhista.

 Os protestos atuais dos estudantes são de escala menor, mas estão crescendo, e junto com protestos já marcados pelos trabalhadores para semana que vem, podem derrotar novamente o governo francês e seus ataques.

Assim como no Brasil, onde Lula quer privatizar a educação, atacar os direitos trabalhistas e acabar com a Previdência pública, na França o projeto é o mesmo. Os dois presidentes têm de atender os interesses dos grandes empresários e banqueiros e para isso apresentam projetos de Reforma da previdência, universitária e trabalhista.

Nesse sentido, damos todo apoio aos trabalhadores e estudantes franceses e defendemos que sua luta precisa avançar para além da luta contra as reformas do governo Sarkozy e conteste o regime democrático-burguês como um todo, indo contra Sarkozy e toda a corja que o rodeia, seja situação, seja uma oposição de mentirinha, para derrotar esse governo e construir um governo dos trabalhadores. Apesar de essa ser a nossa vontade, estamos cientes de que essa situação não é a mais provável devida, principalmente, à direção dessa luta, que são as mesmas direções sindicais traidoras e conciliadoras.

Portanto, a grande tarefa da classe trabalhadora internacionalmente é, antes de tudo, construir uma direção revolucionária, que dirija suas lutas específicas à verdadeira solução para nossos problemas: a revolução socialista.

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