Publicado em 29/12/2008

Israel Promove maior genocídio dos últimos 40 anos:
Israel bombardeia a faixa de Gaza deixando mais de 300 mortos e 400 feridos.

No sábado (27/12/2008) a faixa de gaza sofreu um dos piores ataques da história do conflito entre o sionismo e o povo palestino. Depois de um tempo de trégua, Israel bombardeou, usando aviões, áreas do território palestino dirigidas pelo Hamas. Até o domingo à tarde a imprensa mundial já noticiava um número absurdo de mortos, cerca de 300 palestinos foram assassinados pelo exército israelense e mais de 400 ficaram feridos. A resposta do Hamas diante desse ataque foi lançar fogo também contra Israel.

Esse conflito expressa muito mais do que a ânsia de Israel em tomar conta de regiões dominadas pelos Palestinos e pelo Hamas, por trás disso está a luta histórica, iniciada em 1948, onde o povo Palestino foi expulso de sua terra, em nome da construção do Estado Racista de Israel. Ao longo de 50 anos muito sangue de palestinos já foi derramado, e mesmo com todo apoio do Imperialismo, Israel ainda enfrenta enormes dificuldades em "legitimar" seu estado. Não consegue fazer isso, pois esse estado não é legítimo, sua existência se dá à custa da expulsão e chacina de milhares e milhares pessoas todos os anos.

Israel alega que os ataques foram motivados pela recusa do Hamas em renovar o acordo de cessar fogo assinado a alguns meses. Na verdade, essa é a desculpa que inventa o sionismo para jogar mais uma vez a culpa no Hamas e legitimar o genocídio que pratica em nome da tentativa de dominação da região. A culpa do Hamas não é a de não renovar o acordo, que foi uma vitória parcial dos trabalhadores Palestinos, pois impunha um recuo à Israel, que teve que abrir as fronteiras da Faixa de Gaza para que o comércio de combustíveis e bens humanitários pudesse voltar a abastecer o povo palestino, extremamente desgastado pelo conflito. A culpa do Hamas é não apresentar uma alternativa aos trabalhadores e ao povo palestino, é não ser coerente com a luta contra o estado de Israel e pela tomado do poder pelo povo palestino! E não faz isso, pois atua em unidade e de acordo com os interesses da burguesia.

Hoje os Palestinos se encontram em uma situação bastante delicada, ao mesmo tempo em que sofrem ataques violentos por parte de Israel, vêem as direções Islâmicas sendo domesticadas aos poucos pelo Imperialismo. Por mais que o Hamas ainda se utilize de métodos radicais e sacrifique muitos de seus militantes na luta contra o estado de Israel, na hora H, sempre o que faz é capitular à Israel.

CONTRA O GENOCIDIO PROMOVIDO POR ISRAEL: TODO APOIO ÁS INTIFADAS

Após os ataques Israelenses, o Hamas chamou o povo a se levantar contra Israel. Dizendo que podemos estar a passos de uma terceira Intifada Palestina. Nós nos somamos a esse chamado, e dizemos que só há uma forma de derrotar Israel, é com a ampliação e radicalização das lutas, a única resposta que entende Israel é a das Intifadas. É necessário prestar a mais ampla solidariedade ao povo palestino. Solidariedade política, material, humana e bélica. Mas também é necessário denunciar os limites do Hamas. Esse grupo já tem dado demonstrações que prefere adotar o caminho mais fácil, é isso que faz ao não apresentar uma alternativa de ruptura com o capitalismo e de construção do socialismo. Para o Hamas ser sério nessa luta deveria romper com a burguesia, parar de capitular a Israel e ao Fatah, ou seja, deveria chamar o povo palestino a tomar o poder. Mas, infelizmente, o Hamas faz questão de demonstrar, que é isso que pretende.

Todo histórico de heróica resistência Palestina se deve ao fato do Povo Palestino ter sido linha de frente na luta contra o estado de Israel. Muitas vezes sendo obrigado a passar por cima das direções traidoras como fizeram em relação ao Fatah, e como são obrigados a fazer em relação ao Hamas. E é isso que devem fazer os trabalhadores palestinos. A única forma de acabar com os conflitos na região é travando uma luta para destruir o estado genocida de Israel e construindo uma Palestina laica e não racista, rumo a federação socialista de países do oriente médio. Isso só é possível se a classe explorada construir seus próprios organismos de luta, isso só será possível combinado com a construção do Partido Revolucionário como alternativa de direção aos Palestinos.

No que depender de Israel os ataques tendem a se intensificar, no segundo dia de conflitos aumentaram seus ataques, bem como aumentaram as mortes. É necessário que se organize e se ampliem as manifestações de resistência e ataques contra o estado de Israel. Em todos os países do mundo é necessário organizar manifestações e atividades de solidariedade aos Palestinos. Cada ataque de Israel à Palestina é mais um ataque do Imperialismo à classe trabalhadora. Por isso a classe trabalhadora nesse momento e nessa luta deve ser toda Palestina.

- Abaixo os  ataques de Israel a faixa de Gaza !

- Nessa luta, somos todos palestinos!

- Pelo fim do Estado de Israel. Que judeus, muçulmanos, e demais religiões vivam juntos em um só país, como ocorria antes da criação artificial de Israel, enclave militar imperialista na região

- Pela construção do Movimento Revolucionário como alternativa de direção

- Por Uma Palestina laica e não racista, rumo a Federação de países socialistas do Oriente Médio

 

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