Israel inicia invasão por terra e promete dizimar o povo palestino na Faixa de gaza.
Genocídio contra o povo palestino já soma mais de 600 mortos e milhares de feridos
____No sábado, dia 03 de dezembro, o exército israelense iniciou a invasão por terra da faixa de gaza. Já no primeiro dia da invasão terrestre o exército sionista matou mais de 50 palestinos. Estes mortos se somam aos mais de 600 assassinados e milhares de feridos na última semana de 2008 pelos bombardeios aéreos israelenses sobre Gaza, um verdadeiro genocídio igualado apenas pelos massacres de Hitler e do nazismo.
Pelo mundo inteiro, diversos trabalhadores e a comunidade palestina saem às ruas e exigem o fim imediato do genocídio que Israel está praticando na Faixa de Gaza. Depois de mais de uma semana de ofensiva, já morreram mais de 600 pessoas, entre elas, várias crianças. Além disso, milhares de pessoas estão feridas e a população, como um todo, vive sem luz e água, num verdadeiro campo de concentração imposto pelo país sionista que conta com o total apoio dos EUA e a “omissão” da ONU.
A situação se agravou muito com a invasão por terra. Antes de iniciar a invasão, Israel permitiu que cerca de 300 estrangeiros deixassem a faixa de Gaza, mas apenas os estrangeiros. Nenhum palestino, mesmo que fosse civil, criança, idoso ou mulher e não fosse militante do Hamas pode deixar Gaza. Com essa medida Israel deixou claro que pretendo dizimar o povo palestino de Gaza, e não apenas atacar os locais de lançamento de mísseis e as bases do Hamas como afirma na desculpa para início da chacina.
O HAMAS E O POVO PALESTINO
No dia 2 de janeiro, Nizar Rayan, um dos principais líderes do Hamas, organização política que defende o fim do Estado de Israel e ganhou as últimas eleições de 2006, foi morto depois de um ataque aéreo sobre sua residência, que matou também 4 de seus 12 filhos e duas de suas quatro esposas.
Esse fato expressa o caráter da agressão de Israel. Sob o pretexto de acabar com o poder do Hamas, eles se dão o direito, e são autorizados pelos EUA, de matar centenas de civis para conseguir atingir alguns dos integrantes do movimento islâmico. Entretanto, o Hamas tem a influencia e o poder na Faixa de Gaza porque conquistou o apoio da população palestina, principalmente em função de sua política de resistência aos ataques de Israel que marcaram as ultimas décadas da região. Para derrubar o governo do Hamas, que venceu as eleições na Palestina, Israel e os EUA tramaram e promoveram um golpe em conjunto com o FATAH para que este grupo “mais ameno” e ligado ao imperialismo e ao sionismo governasse o território palestino. O golpe só não foi plenamente vitorioso porque os palestinos resistiram, porém com essa disputa o território palestino ficou dividido entre o Hamas (que governa Gaza) e o FATAH (que governa a Cisjordânia).
Como resposta à morte de Rayan e outros militantes do Hamas, a organização promete um dia de luta e o aumento da resistência, que até agora se deu com alguns lançamentos de foguetes contra Israel, sem grandes resultados. Na verdade, o Hamas, pela sua natureza política, por não defender uma mudança radical no sistema econômico e social em Gaza e no Oriente Médio, é incapaz de dirigir uma verdadeira resistência das massas palestinas contra Israel. Ainda que seja diferente do Fatah (organização palestina “amiga de Israel”), o Hamas também não defende um projeto socialista e revolucionário para a região, e sim a continuidade do capitalismo, ainda que com mais liberdade e soberania para os palestinos.
Defendemos o Hamas contra o desmanche militar que esta organização está sofrendo. O imperialismo sempre utiliza esse método para acabar com organizações políticas que lutam e resistem. Nos EUA, na década de 60, o Partido dos Panteras Negras foi totalmente destruídos pelas armas do Estado burguês norte-americano, por exemplo. Por isso, defendemos o direito de o Hamas seguir existindo com sua legitimidade, pois isso é uma escolha do povo palestino. Entretanto, não temos nenhuma ilusão de que ele possa dirigir a luta palestina até vitória, e para que os trabalhadores palestinos possam sair vitoriosos será necessário superar o próprio Hamas. A construção de uma direção e um programa revolucionário para os trabalhadores palestino é uma necessidade para que saiam vitoriosos em sua luta, e o Hamas não é e nem poderá ser esta direção.
PELA DESTRUICAO DO ESTADO DE ISRAEL!
Mais do que nunca, está provado que não existe nenhuma possibilidade de acordo e vida tranqüila para os palestinos quando, logo do lado, existe o Estado de Israel, uma fortaleza militar do imperialismo dentro da região. Por isso, a única maneira de conquistar paz e soberania para o povo palestino é destruindo o Estado de Israel. Para isso, é preciso que exista uma organização revolucionaria na Faixa de Gaza e no Oriente Médio como um todo, que, supere o Hamas, e transforme a luta contra o Estado de Israel em uma luta mais ampla contra o poder do imperialismo e em defesa do socialismo. Por fim, defendemos a construção de uma federação socialista, laica, onde vivam e governem os trabalhadores muçulmanos e judeus.
O Movimento Revolucionário se soma ao conjunto de organizações políticas que nesse momento estão construindo uma unidade internacional em defesa do povo palestino, pelo fim imediato do genocídio à Faixa de Gaza. É preciso que se multipliquem as manifestações de rua que já estão ocorrendo em várias partes do mundo, como na Jordânia, Irã, Afeganistão, Iraque, Rússia, Suíça, Alemanha, Inglaterra, França e também no Brasil.
Nessa luta, somos todos palestinos!
VOLTAR
|