Gordon Brown balançou, mas não caiu!
Há cerca de dois meses, a imprensa internacional noticiava que o premier britânico, Gordon Brown, estava prestes a renunciar. Tudo devido a fortes denúncias de corrupção.
Depois de descoberta a farra que se fazia com o dinheiro público no Parlamento, em apenas três dias, oito ministros renunciaram. Limpeza de piscina, ração de cachorro, locação de filmes eróticos: tudo com dinheiro dos cofres públicos.
Parlamentares de todos os partidos estavam envolvidos. O próprio primeiro-ministro gastou o equivalente a R$ 20 mil de sua verba de representação para uma faxina no apartamento do irmão. Qualquer semelhança com o Congresso brasileiro não é mera coincidência. No fundo, lá e aqui, eles são todos iguais.
Brown sofre pressão para renunciar inclusive de dentro de seu partido -o Partido Trabalhista. O Partido entende que a sua permanência no cargo desgasta a imagem da organização, e que o ideal seria a convocação de eleições gerais, para minimizar as consequências.
Importante lembrar que ele não foi eleito. Há dois anos, seu correligionário, Tony Blair, renunciou ao cargo, sendo, então, Brown o escolhido -definição interna, sem consulta popular.
O premier, que já havia enfrentado o escândalo das altas doações -não declaradas- para os partidos políticos, balançou, balançou... e não caiu.
Para quem pensa que “pizza” é uma exclusividade da política brasileira, aí está uma prova de que não. Os políticos corruptos estão por todos os lados. Mais uma prova de que, mesmo em países ricos, os políticos fazem farra com o dinheiro tomado dos trabalhadores, através dos impostos, e o que deveria ir para saúde, educação, emprego, é utilizado para pagar as fraldas dos filhos dos deputados.