Publicado em 02/02/2012

A Europa paralisada: greve geral chega à Bélgica e se repete na Itália!

No mesmo dia em que líderes da União Europeia se reuniam em Bruxelas para debater a crise e tramar saídas sob o ponto de vista dos banqueiros e megainvestidores, os sindicatos belgas resolveram parar a produção, o transporte e todos os serviços do país. A greve geral de 24 horas ocorreu neste dia 30 de janeiro, e teve como eixo a luta contra as políticas de austeridade adotadas no país para combater a crise econômica.

A manifestação foi massiva e com uma adesão praticamente total, Nada funcionou no país. Turistas não tiveram como se deslocar, operários cruzaram os braços e a Bélgica parou: escolas, trens, ônibus, lojas, fábricas.

Os cortes que atingem a Bélgica, mesmo sendo este um país teoricamente mais próspero, são tão duros como no resto do continente, provando que a avalanche destruidora de direitos trabalhistas veio com tudo e que a ameaça ao euro é seriíssima. Agora, foram anunciados cortes de mais de 1,3 bilhões de euros, que se somam aos 11 bilhões já cortados anteriormente sobre o mesmo orçamento.

Além dos cortes em saúde, educação e áreas sociais em geral, os belgas margarão o aumento da idade para requerer a aposentadoria e uma onda de redução de benefícios sociais, como o seguro-desemprego.

        Quase simultaneamente com estes anúncios e conflitos na Bélgica, a Itália também viveu mais uma greve geral. Mais frequentes neste país, as greves gerais se tornaram o principal protesto italiano que levou à derrubada do ex-primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi. Desta vez, é Mario Monti quem é o alvo.

        Os caminhoneiros e taxistas pararam contra o aumento do preço da gasolina, que foi muito acima da inflação, e vem num momento de crise extrema dos fretes, corridas e demais serviços prestados por estes profissionais. O aumento dos combustíveis junta-se ao aumento de impostos decretado po Monti, e o conjunto dos trabalhadores paralisou outra vez o país.

        Tanto uma como outra luta, na Bélgica e na Itália, mostram a necessidade de construir uma enorme Greve Geral Continental contra o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o FMI, que são quem, de fato, hoje governam a Europa. A hora é de lutar, mas a luta deve ser unitária e simultânea, para impedir o lucro da burguesia e estrangular suas iniciativas políticas.

Greve geral continental, para recuperar todos os direitos sociais perdidos ou ameaçados, elevar os salários e garantir emprego para todos, através da estatização das grandes empresas e do sistema financeiro, sem indenização e sob controle dos trabalhadores. A riqueza somos nós quem construímos; e é preciso tomá-la para podermos reparti-la novamente. 

 

 

 

 

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