Greve Geral:
Onda de mobilizações invade a França novamente!
Os trabalhadores franceses se mobilizaram em mais uma greve geral chamada pelas centrais sindicais do país, dando continuidade à luta contra a reforma previdenciária proposta por Sarkozy.
Somente em Paris, foram 1 milhão e 300 mil pessoas que tomaram as ruas em protestos. Estimativas oficiais dizem que, ao todo, cerca de 3,5 milhões de pessoas aderiram às mobilizações, fazendo com que está seja a mais forte greve geral dos últimos anos. O que demonstra a insatisfação da população com a medida que o presidente está tomando.
Com o projeto do governo, a idade mínima para aposentadoria é elevada em dois anos. E, mesmo com todas as mobilizações que demonstram o total repúdio à mudança de lei, onde cerca de 70% da população se diz contrária à medida, Sarkozy segue irredutível.
Essa dureza do governo, que prefere se desgastar a ter que recuar, demonstra o beco sem saída em que a burguesia francesa, uma das mais importantes do mundo, se encontra.
A medida está sendo aplicada devido à crise instaurada na França, assim como no restante da Europa, em que a maior parte dos países ainda não conseguiu nem dar sinal de melhoras após a grande crise econômica de 2008. Agora, os ricos da França preferem acabar com um governo, o de Sarkozy, mesmo correndo perigo de gerar caos entre a população, do que ter que mexer em suas margens de lucro. Preferem perder o presidente, a perder seu dinheiro.
Sarkozy, assim como todos os outros governos, mente sobre as contas públicas, dizendo que não tem dinheiro suficiente para a previdência, para o pagamento das dívidas e para todos os gastos com os benefícios sociais. Mas tudo não passa de uma grande mentira, já que, com a arrecadação nacional e proveniente da exploração imperialista da França sobre os demais países, se paga tudo o que existe, e ainda se poderia ampliar os benefícios.
Porém, todo o dinheiro arrecadado, assim como ocorre no Brasil, vai para o bolso dos ricos. No caso da França, para salvar os banqueiros, empreiteiros e outros grandes empresários, que estiveram à beira da falência, e ainda reclamam pela recuperação de suas margens de lucro.
Os trabalhadores estão respondendo à altura estes ataques, tanto que a greve dá passos adiante, com diversas categorias, como os empregados dos Correios, professores, e outros setores públicos muito mobilizados. Assim como setores que atentam diretamente ao coração da economia capitalista, como petroleiros, que começaram greves por tempo indeterminado no dia de ontem.
Os trabalhadores da Total S/A, petrolífera gigante francesa, entraram em greve em seis refinarias, sendo que em duas delas está sendo anunciado o fechamento total das instalações.
Estes são exemplos para os trabalhadores do mundo todo, principalmente aos da Europa, que são alvo de políticas semelhantes às que Sarkozy implementa na França.
A mobilização de massas que tomou as ruas hoje ocorre duas semanas depois dos trabalhadores espanhóis terem se mobilizado em uma gigantesca greve geral que teve a adesão de 10 milhões de pessoas.
Os franceses e outros trabalhadores europeus demonstram que não existe capitalismo humanitário, nem bem-estar social para a população. Tanto que aqueles que tinham, hoje perdem; e aqueles que não tinham, nunca terão, que é o caso dos trabalhadores brasileiros.
Nenhuma melhora de vida dentro do capitalismo será possível. Por isso, todas as greves, lutas e mobilizações devem servir para derrotar o capitalismo, o governo burguês e seus agentes.
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