Publicado em 12/09/2010

Greve Geral na França: um exemplo de força da classe trabalhadora

Mais de 2 milhões de trabalhadores, das mais diversas categorias, foram às ruas neste último dia 7 na França protestar contra os ataques do Governo de Nicolas Sarkozy à previdência.  O governo que já estava recebendo inúmeras críticas da população francesa e entidades internacionais, sobre a expulsão das comunidades ciganas do país, que agora se somam nestas mobilizações contra seu governo.   

O governo esta tentando aprovar um duro ataque através de uma reforma na previdência na qual aumenta de 60 anos para 62 anos a idade mínima de aposentadoria dos trabalhadores e para receber o valor integral da pensão, com as novas medidas, na prática serão obrigados a trabalhar até os 67 anos, principalmente os mais jovens que não conseguem trabalho regularizado facilmente.

As manifestações contam com o apoio dos trabalhadores em educação, estudantes, trabalhadores do transporte, indústrias etc. Paris e mais 100 cidades da França pararam com a greve geral: as escolas, ônibus, metrôs, aeroportos, correios, empresas privadas tudo foi atingido pela greve totalmente ou parcialmente.

Os sindicatos e ativistas já ameaçaram “se o governo não recuar haverá novas paralisações”. Segundo as pesquisas 73% da população francesa esta contra a reforma do governo e a favor das manifestações que contagiaram o país inteiro.

Os trabalhadores Franceses pela 2° vez este ano saíram às ruas em uma greve geral mostrando a força da classe trabalhadora.  É bom lembrarmos que no dia 19 de março a paralisação foi com 200 protestos feitos contra os 100 bilhões de euros emprestados pelo governo para salvar os banqueiros. Agora o número de pessoas nas ruas cresceu ainda mais, fortalecendo o processo de luta.

Isso montra que a classe trabalhadora francesa seguindo o exemplo da Grécia esta dando respostas aos ataques do governo e que somente com a organização e luta é possível derrotar estas reformas que representam um duro ataque aos direitos trabalhistas.

A crise do Capitalismo

O imperialismo europeu, por certo tempo conseguiu controlar os ânimos dos trabalhadores fazendo pequenas concessões, na lógica do “se vão os dedos para não perder os anéis”, fazia isso porque explorava (e ainda o faz) as suas semi-colonias, mas a crise na estrutura capitalista é tão forte que o imperialismo se vê obrigado a também atacar o direito dos trabalhadores dos países ricos.

O capitalismo não tem mais nada a oferecer a classe trabalhadora, seja nos países pobres, seja nos países ricos, a não ser mais demissões, fome, miséria e guerras, aos trabalhadores do mundo todo só nós resta nos mobilizar, protestar, fazer greves, e multiplicar nossas ações contra os patrões e o conjunto da burguesia, todas essas lutas devem estar a serviço de uma maioria, a revolução e o socialismo  estão  mais vivos do que nunca.

 

 

 

VOLTAR

 
Notícias Relacionadas

• Volkswagen e Porsche; Fiat e Chrysler; Renault e GM: Crise estimula fusões na indústria automobilística.

• Governo do Sri Lanka massacra população que luta por independência do Eelam Tamil!

•Fernando Lugo assume paternidade de criança de 2 anos e mostra que seja como presidente, seja como bispo, sempre agiu contra os explorados e oprimidos

• GM está próxima de pedir concordata! Obama exige que empresa se divida em duas: Uma falida, com as dívidas trabalhistas e financeiras, e outra com o lucro e o patrimônio da GM

• O leste europeu 20 anos depois da queda do muro: Geração pós-queda do muro de Berlim diz não ao capitalismo no Leste Europeu

• Crise põe PIB mundial em queda livre: Pela 1ª vez, economia mundial deve ter recessão anual

• Uruguai aprova o direito à eutanásia!