Publicado em 12/07/2010

Trabalhadores paralisam a Grécia pela 6ª vez contra projetos do governo

Nesta ultima quinta-feira dia 8 de julho a Grécia parou novamente. Pela sexta vez os trabalhadores se viram obrigados a saírem às ruas demonstrando sua insatisfação diante dos ataques do governo.

        Milhares de trabalhadores se reuniram no centro de Atenas em direção ao parlamento grego local onde no dia anterior havia se votado o plano de pensões e austeridade.

        Metroviários, ferroviários, transportes marítimos, milhares de trabalhadores do funcionalismo público e ate mesmo os trabalhadores da mídia aderiram à greve, deixando o país 24h sem jornais e outros meios de comunicação.

O país literalmente ficou paralisado já que ate mesmo os aeroportos tiveram 80 vôos cancelados e outros 110 foram adiados, com a adesão dos controladores de vôos. Os navios que fazem a ligação entre as ilhas ficaram nos portos.

Mais lutas, greves e manifestações: as respostas da classe trabalhadora

Tudo isso em resposta ao que foi votado no dia anterior onde o parlamento votou um projeto de lei que muda radicalmente as aposentadorias e pensões de todos trabalhadores do país. No texto altera-se o tempo mínimo de contribuição de 37 anos para 40 anos, e ainda aumenta a idade mínima para aposentadoria de 60 para 65 anos. E como se não bastasse ainda reduz os salários dos aposentados em 7% em média.  

Estes foram as medidas mais severas desde que iniciou o projeto de austeridade fiscal. Todo esse pacote de ataques surgiu como forma para conter gastos para cobrir o rombo no orçamento após a crise de 2008, onde os governos deram bilhões para salvar banqueiros e grandes empresários da quebradeira.

        Diante desse déficit monstruoso que se criou o FMI e a União Européia e o Governo de George Papandreou, acertou um empréstimo de 110 Bilhões de euros, em contrapartida o governo se compromete em aplicar medidas que atacam os direitos dos trabalhadores como o sistema de previdência, arrocho de salário, diminuição dos gastos públicos, etc.

        Imediatamente a Comissão Européia responsável pela “ajuda” dada à Grécia responde que as medidas propostas ao governo “estão indo no caminho certo”. 

Uma luta que cresce e se radicaliza

A resposta aos ataques está cada vez mais radicalizada e que agora a insatisfação da população não passa somente a questionar as medidas, mas também a todo governo que a cada medida se torna mais instável diante de tantos ataques que propõe, assim era comum ver faixas que diziam “o governo deve ir embora”! Contrariando as centrais governistas, que dirigem a maioria dessas greves e manifestações, que agitam palavras de ordens radicais como “abaixo o capitalismo” livrando as agitações contra o governo.

Porém está cada vez mais difícil de esconder os fatos de que o governo “socialista” George Papandreou, assim como o anterior privilegia a burguesia e ataca os trabalhadores.

        Enquanto isso uma situação revolucionária se demonstra claramente onde cada vez mais as instituições da burguesia serão questionadas e o animo de luta dos trabalhadores só tende a crescer.

 

 

  

 

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