Publicado em 16/06/2009

De Guantánamo para Nova York: muda o local, mas permanecem a tortura e a tirania!

            Há algumas semanas atrás, o presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou de forma mais concreta sua proposta em relação à prisão na base militar de Guantánamo em Cuba, criada por George W. Bush depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 para prender suspeitos de terrorismo no mundo. Seu plano consiste basicamente em transferir os presos de Guantánamo para prisões de segurança máxima dentro dos EUA, e alguns outros para outros países.

Obama não conseguiu a aprovação do orçamento de 60 milhões de dólares no congresso norte-americano, pois seu plano foi considerado “perigoso”. Entretanto, um primeiro preso já foi transferido para Nova York, o tanzaniano Ahmed Khalfan Ghailani, que é acusado de ter participado dos atentados de 1998 contra a embaixada dos EUA em Nairóbi.

Um discurso nas eleições e uma prática no poder: Obama é igual aos outros!

A prisão de Guantánamo ficou conhecida no mundo inteiro pela utilização de métodos terroristas, de tortura e maus-tratos. Em função disso, Barack Obama, desde a campanha eleitoral, como parte de sua política de se diferenciar do tirano Bush, disparou diversas denúncias contra a prisão na Ilha e prometeu fechá-la assim que fosse eleito.

Agora que chegou à Casa Branca, Obama apresenta um plano que não tem nada a ver com suas promessas de respeito aos direitos humanos e às liberdades individuais. O que está sendo posto em prática é apenas a mudança do local do crime. A diferença é que ao invés de presos sem provas e torturados em solo cubano, isso vai ser feito dentro do próprio EUA. Obama tenta mudar a forma para dar continuidade à mesma política de Bush.

O governo divide atualmente os 240 presos que restaram em Guantánamo em 4 grupos: os que devem ser libertados ou enviados a outros países; os que devem ser julgados por tribunais comuns americanos; os que devem ser julgados em tribunais militares e aqueles que serão mantidos presos indefinidamente, porque não podem ser processados, mas são considerados uma ameaça.

Considerando que o grupo dos libertados não existirá na prática, o que fica claro é que Obama seguirá com a mesma postura imperialista e tirana de prender qualquer pessoa que ameace a soberania política e militar dos EUA, independente de provas ou de elementos para julgamento. E dos que são submetidos a julgamento, muda apenas o tipo dos tribunais, mas com as sentenças já prontas, encomendadas por Bush e mantidas por Obama.

 

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