Protestos massivos no Haiti derrubam o Primeiro ministro, mostrando a força do povo haitiano e de sua luta!
Com o agravamento da crise econômica mundial os países mais pobres começam a sentir os efeitos do abalo na economia mundial. Uma das conseqüências da crise nos países pobres é elevação da taxa de juros como está ocorrendo no Brasil, e com isso tambám se eleva o custo de vida. Soma-se a isso o aumento do preço da alimentação, e no Haiti isso não foi um simples aumento, mas sim um grande ataque aos direitos mais básicos da classe trabalhadora. O preço do arroz, por exemplo, passou de 35 para 70 reais a saca com 50 quilos. Considerando que a população do Haiti é a mais pobre da América, com 80% da população desempregada, esse aumento do preço dos alimentos tornou a situação dos trabalhadores haitianos insustentável, e a sobrevivência quase que impossível no país.
Em meio à crise que se instalou no país, a ONU junto com o Governo Lula afirmou que o Haiti esta cada vez mais se encaminhando para uma estabilidade econômica e política, mas os acontecimentos no início do mês de Abril comprovam o oposto disso. Com o aumento do preço dos alimentos a população Haitiana se revoltou e organizou grandes protestos contra o governo em frente ao palácio do governo na capital Porto Príncipe. Entre as palavras de ordem dos protestos os trabalhadores ouvia-se "estamos com fome".
Como resposta as mobilizações a polícia haitiana e a Minustah (Exército das Nações Unidas para a estabilização no Haiti liderado pelo exército brasileiro) reprimiam os trabalhadores que lutavam pelo seu direito. No fim dos protestos se somavam oficialmente 5 mortos, sendo que um deles segundo a imprensa internacional, fora executado com um tiro na nuca, e mais de 30 feridos. A repressão as manifestações acabou por desgastar mais ainda a ocupação imperialista da ONU; nas manifestações se ouviam palavras de ordem de "abaixo a Minustah" ou "fora Minustah". O enfrentamento das massas haitianas com o exercito de ocupação da ONU culminou no assassinato de um soldado da ONU da Nigéria, o soldado era um membro de uma unidade de mil soldados que lida com protestos.
Com as manifestações crescendo, o governo haitiano liderado por Rene Preval, decidiu usar como bode expiatório seu primeiro ministro, Jacques Edouard Alexis para conter a crise, o político foi deposto sob a alegação de que não teria estabelecido uma data para a retirada das tropas da ONU e que não teria tomado medidas para aumentar a produção de alimentos. O que não passa de mentira deslavada, já que todo o governo haitiano é responsável pela crise dos alimentos, além de ser totalmente submisso aos EUA e pró-imperialista, logo, não farão o menor esforço para que as tropas da ONU saiam de seu país. A única saída é a luta dos trabalhadores para derrotar esse governo capacho dos EUA, para impor uma retirada imediata das tropas de ocupação.
O imperialismo assiste a todos os acontecimentos no Haiti com muita atenção, tanto que já discutem uma conferencia de emergência sobre os acontecimentos no Haiti, e a principal figura que estará discutindo a melhor forma de reprimir os trabalhadores no país e o presidente Lula que desde já se compromete em colaborar mais ainda para impedir a luta dos trabalhadores haitianos contra o governo de seu país, que não passa de um braço do Imperialismo dentro do país.
É preciso se coloca incondicionalmente ao lado dos trabalhadores haitianos, que como se não bastasse a miséria e o desemprego, ainda têm de aturar militares do mundo inteiro ocupando o seu país e abusando do seu poder de polícia contra a população. As tropas de ocupação da ONU, que têm o apoio de Lula e contam com militares brasileiros, devem ser expulsas pela luta e mobilização dos trabalhadores haitianos. A única alternativa que vemos para que o Haiti deixe de ser o país mais miserável da América Latina, como é hoje, é através de uma revolução. Uma revolução socialista que derrube o presidente René Préval e destrua toda a sua estrutura de governo, estabelecendo um governo sob o controle dos trabalhadores, organizando sua economia de acordo com as suas necessidades, dando emprego, saúde e educação a todos.
Mas, de imediato, as primeiras medidas a serem tomadas são a expulsão da Minustah e a derrubada de René Préval e toda a sua corja, situação e oposição de mentirinha, pois todos jogam do mesmo lado. Esse é apenas o primeiro passo a ser dado rumo a uma nova sociedade, não a que a ONU quer - uma nova semi-colônia - e sim uma sociedade onde todos trabalhem, onde todos produzam e possam usufruir a riqueza produzida.