Publicada em 03/12/2008

Atentados na Índia chocam o mundo com centenas de mortes e com ação desastrosa da polícia

            Os atentados ocorridos na Índia na quarta-feira (26/11) abalaram as relações do país com o Paquistão. Os atentados em Mumbai chamaram a atenção do mundo, no estado de Assam, no nordeste do país, a explosão de uma bomba em um trem que deixou três mortos e 30 feridos. E outra ação, militantes da organização islâmica Lashkar-e-Taiba tomaram os hotéis Taj Mahal e Oberoi e um centro judaico, na cidade de Mumbai. O “seqüestro”, que durou cerca de três dias, resultou em aproximadamente 200 mortos. Dos dez militantes envolvidos, nove foram mortos pela polícia indiana e um foi preso.

            O governo indiano afirmou que os atentados podem estar ligados ao governo paquistanês, com quem há muito tempo disputa a região da Caxemira (situada na fronteira entre os dois países, com solos férteis e grandes reservas de água). O presidente do Paquistão nega qualquer relação de seu governo com o ocorrido.

            Inicialmente, fica a constatação da incapacidade do governo indiano em lidar com situações desse tipo. Não é à toa que, pouco depois dos atentados, ocorreram diversas renúncias dentro do governo, como o chefe de governo do Estado de Maharashtra (Vilasrao Deshmukh), o Ministro do Interior (Shivraj Patil) e o conselheiro de Segurança Nacional (MK Narayanan). É evidente que ações policiais fracassadas não são uma exclusividade da Índia.  No mundo inteiro vemos ações que acabam pondo em risco a vida dos reféns. 

            A efetividade dos atentados também deve ser avaliada. Na maioria das vezes, atinge pessoas inocentes, deixando os governantes completamente ilesos. Assim como muitas vezes são elaborados por organizações distantes da massa de trabalhadores e que acabam contribuindo muito pouco para a causa pela qual lutam, e terminam gerando maior repressão e perseguição aos outros lutadores dos movimentos sociais.

            Por outro lado reconhecemos os atentados e ações militares como um método de luta e resistência fundamental para alguns povos, como o palestino e sua luta contra o estado semi-nazista de Israel, porém entendemos que o fim da exploração e da opressão ocorrerá de outro modo. A inserção e construção da organização política revolucionária entre os trabalhadores, com a reivindicação cotidiana de suas pautas mais necessárias ligadas com um programa de combate permanente ao capitalismo, essa sim, é a saída concreta para lutar contra a exploração e a opressão capitalista.

 

 

 

 
 
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