Publicado em 24/11/2010

Governo Obama desesperado para reativar a economia dos EUA injeta 600 Bilhões de dólares no mercado

Após a crise econômica mundial se instaurar a economia norte-americana amargou longo período em recessão, onde decresceu drasticamente levando milhões ao desemprego, à miséria e principalmente, mexendo no poder aquisitivo de todos os trabalhadores.

O crescimento permanece em parcos índices. No último trimestre fechado no dia 31 de outubro o crescimento apresentou o melhor índice desde a retomada pós-crise com 2,6%. No trimestre anterior, fechado em 30 de junho, a taxa de crescimento ficou estabelecida somente em 1,7%. Números que demonstram que o crescimento não conseguiu recuperar os períodos onde houve o encolhimento da economia.

        Com isso o governo Obama, que iniciou seu mandato em meio à crise, perde sua popularidade por não garantir a reestruturação econômica e não fazer as tais mudanças que prometera em seu discurso durante a campanha eleitoral. Esta perda de popularidade se viu acentuada após as eleições parlamentares, onde o Partido Democrata, o mesmo do presidente, perdeu espaço para os Republicanos.

A iniciativa para reverter este quadro logo veio. O Fed, o banco central dos EUA, comprou 600 bilhões de dólares em Títulos do Tesouro Norte-Americano, na tentativa de desvalorizar o dólar. Ou seja, o Fed comprou os títulos, notas promissórias emitidas pelo governo, e pagou o referido valor, para que o governo possa lançar ao mercado o dinheiro arrecadado. Aumentando a quantidade da moeda, a oferta aumenta e por consequência o preço cai.

Nos EUA isso garante que o governo possa manter a mesma taxa de juros, que se encontra em 0,25% ao ano, o que estimula o consumo. E também incentiva as empresas a tomarem mais empréstimos e fazerem investimentos visando maiores ganhos a curto prazo, por exemplo, uma grande empresa pega empréstimo em um banco dos EUA, com baixa taxa de juros e investe no Brasil, onde existe uma taxa de juros muito mais alta, assim o especulador tem ganho maior a curto prazo.

Aparente benefício agora, para pagar a conta depois

Essa medida, a médio prazo, acaba recriando uma bolha similar a que estourou em 2008. No período o governo estimulava o consumo dos trabalhadores, responsável por 70% do PIB do país, mantendo a taxa de juros sempre baixa. Porém estes empréstimos feitos a maneira do capitalismo, de forma anárquica; o governo não tinha controle se os bancos que emprestavam o dinheiro tinham condições para fazê-lo. Foi o que ocorreu com bancos como Goldman Sachs, e Lehman Brothers que emprestaram até 30 vezes o valor da soma de todo seu patrimônio.

O governo Obama fez uma clara opção. Preferiu criar uma nova bolha privilegiando os banqueiros que vão poder novamente emprestar dinheiro ao seu bel prazer e, por consequência, estimular o consumo dando a impressão de crescimento econômico.

Optou conscientemente tendo em vista a reeleição para presidente de 2012, mesmo que isso gere crises tanto nos próprios EUA a médio prazo, quanto no resto do mundo desde agora, que terá a crise agravada.

A economia brasileira totalmente vulnerável as medidas do imperialismo

Para o Brasil e os países subdesenvolvidos está injeção de 600 bilhões de dólares na economia dos americanos é extremamente preocupante, pois desvaloriza o dólar no mercado internacional, e acaba valorizando as moedas nacionais.

A economia brasileira é totalmente voltada para a exportação, basicamente vende produtos primários para países mais desenvolvidos. O exportador brasileiro ganha em dólar quando vende no mercado internacional e logo cambia o valor para real e acaba ganhando mais com a mudança. Mas com o dólar valorizado e se igualando cada vez mais ao real, o exportador vende em dólar e na troca de moeda não tem maiores ganhos, e o pior paga tudo em real, com seus impostos e juros altíssimos. O que torna mais barato trazer produtos importados dos EUA e encarece os produtos nacionais. Colocando em xeque a base da economia produtiva do Brasil.

Outra consequência da política de Obama é a entrada massiva de dólares na economia brasileira, atraída pelas mais altas taxas de juros do mundo, trazendo os maiores especuladores do mundo para explorarem o Brasil.

O governo Lula tomou iniciativas para evitar este movimento, porém sem resultado algum. O Banco Central comprou dólares para tirá-los de circulação no mercado brasileiro e sobretaxou os investimentos estrangeiros com o IOF.

Porém o governo brasileiro não é capaz de tomar nenhuma medida que vá contra os interesses dos grandes especuladores e banqueiros, já que grande parte deles são apoiadores de Lula. Por isso Lula é o cara por que tornou o Brasil o paraíso para especuladores, banqueiros e empresas multinacionais, atraídas pelos juros mais altos do mundo.

O governo Dilma irá enfrentar a chamada “guerra cambial”, esse cenário que afetará profundamente a economia brasileira gerando a queda nos investimentos, a falência de diversas empresas, e para os trabalhadores desemprego, miséria, perda de direitos, arrocho salarial, etc. 

 

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